Ah! Então você se preocupa com os problemas do mundo… SENTA, CLÁUDIA!


Durante um bom tempo procurei tentar achar a paz interior, e digo que não é fácil, pra não dizer “impossível”.

É necessário ter muita força pra deixar de se importar com o pensamento de terceiros. Até a mais autêntica das pessoas acaba dando importância para o que as pessoas pensam. Não é fácil isso!

A paz só vem quando a gente passa a se amar mais do que aos outros, mas é tão difícil isso. Passamos nossa vida com medo de sermos egoístas, mas de repente essa é a saída verdadeira para a plena satisfação de nosso próprio “Eu”. Sem filosofar demasiadamente, vejo que algumas religiões (não sou nada religioso) pregam que todos somos indivíduos únicos que fazem parte de um ser maior; sendo assim, seguir o caminho sem se importar tanto com as pessoas é o certo a se fazer. Não digo pra não olhar para o sofrimento alheio, mas digo que estar bem consigo mesmo é o mais importante, ao invés de ficar no inferno tentando subir os outros ao paraíso…

Por um lado agnóstico, fica complicado decidir se o correto é fazer mais bem aos outros do que a nós mesmos. Se de repente não existe outra vida, seria mais fácil derrubarmos as barreiras da moralidade e agirmos de forma monstruosa (ao ver dos outros) para termos uma boa vida… Poderíamos ser corruptos sem qualquer pesar… Mas não gostaríamos de ser prejudicados por outros corruptos… Então entra a regra do “Não faça aquilo o que não quer que seja feito com você”.

Quando visualizamos uma vida perfeita, devemos pensar de forma equilibrada talvez. Não abandonar os problemas alheios, mas tratar de seus problemas antes do dos outros. De que importa a fome na África quando você está sofrendo uma desilusão amorosa? Nada mais importa do que a própria dor.

Pessoas depressivas cortam os pulsos quando são desprezadas, mas uma pessoa rica e feliz não faz isso pelo o que acontece na Etiópia. Entendem? Nossos problemas são sempre mais importantes do que o dos outros, e não importa se o câncer dói mais do que a unha encravada; o problema individual é sempre o mais grave. E só estaremos prontos para fazer o bem pelos outros quando aceitarmos isso sem qualquer hipocrisia.

Em miúdos, só queria dizer que não dá pra deixar as pessoas bem se não estivermos bem interiormente com nosso “Eu”.

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