Unicef, os critérios e os Ladrões de Minutos.


Quem colocou eles lá? Quem são seus patrões? Eles realmente conseguem parar alguém?

Pra quem anda na Av. Paulista durante o dia/fim de tarde, pode ver aquelas pessoas de coletes azuis com o nome UNICEF estampado nas costas.

Estes dias estava caminhando com uma amiga pela Paulista quando fomos abordados por uma destas pessoas.

“Tem um minuto?”

“Desculpe, estamos com pressa!”.

Não dá pra parar pra ouvir o que eles têm a dizer. Não importa o que seja. Nunca vi um ser humano parando pra dar atenção para aqueles jovens. Por melhor que seja a intenção deles, simplesmente não dá pra parar.

Pode ser um minuto, dois, quem sabe… Não dá!

Eu já teria perdido duas horas da minha vida pra cada um deles que, diariamente, pedem um minuto de minha atenção… Sempre recuso. No entanto, hoje aconteceu algo inusitado.

Eu já havia notado que, em algumas vezes, estes insistentes jovens, simplesmente me deixavam passar ao lado deles sem me abordar… Isso acontece em uns dez por cento das vezes… Mas acontece… Aí pensei. “Qual é o critério de abordagem?”.

Saí no meu almoço  caminhando pela Paulista. Lá estavam eles! Meus inimigos.

“Tem um minutinho rápido?”.

“Desculpa, estou em horário de almoço… Tô com pressa!”.

“É rápido”.

“Não dá mesmo”.

Isso tudo sem parar de caminhar.

Eles parecem brotar do chão como numa pegadinha do malandro!

“AHÁAAAA… TEM UM MINUTO?”.

Imagina que você está escalando o Everest. Aí você topa com um cara da Unicef… “Tem um minuto?”.

Porra… Que saco… Em suma!

Depois da minha negativa, vi que havia um outro grupo (Ou devo chamar de matilha) do outro lado da Paulista, próximo à calçada do Hospital Sta. Catarina… Atravessei e voltei em direção deles.

“Agora vou dar um minuto”, pensei… Caminhei na direção de um desses jovens com destino certo. Eu estava abordando a pessoa com meu olhar… Eu queria entregar meu minuto de coração. Eu queria saber o que eles tinham pra me dizer… Caminhei… Meus passos eram certeiros feitos flecha lançada. Meu olhar pedia pra que me tirassem aquele minuto.

Nossos olhares se prenderam. Eu sorri. A pessoa se desviou de mim e, em minhas costa eu ouvi “Tem um minuto, senhor?”. Isso pro cara que vinha atrás de mim.

UNICEF! Pergunta pro Didi qual o critério de seus jovens abordadores e ladrões de minutos.

No céu tem minuto? No céu tem critérios!?

Qual o critério dessa maldita abordagem!?

Em minutos pares vocês abordam loiros e, nos impares, afro descendentes?

Não compreendo.

Perderam o meu minuto e eu agradeço por isso!

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1 Comentário

  1. Eu sempre faço cara de saco cheio, levanto as mãos e abano, abano a cabeça, também, nem falo. Já sabem que é NÃO.


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