Corrigindo falhas.

– … Daí quando nos encontramos no bar, começamos a conversar… Ela havia acabado de chegar de viagem e, coincidentemente, foi para o lugar do qual eu havia estado uma semana antes.

– Ah, que engraçado.

– Sim! O mais legal foi que ela ficou na mesma pousada que eu.

– Que coincidência!

– Pior! Ela dormiu no mesmo quarto e na mesma cama de beliche que eu!

– Nossa. Isso sim foi uma grande coincidência, né?

– É! Bastante! Ainda depois até rimos quando eu brinquei que dormimos na mesma cama; que só não dormimos juntos pela distância de uma semana das viagens.

– Hehehe. Que engraçado! E o que vocês fizeram logo depois?

– Bom, depois de um tempinho a gente corrigiu esse problema.

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Nosso Senhor.

Daí teus lábios, úmidos e escorregadios deslizam pela película de saliva que encobre a minha, tão tua, boca.

O vermelho a ti pertence! O bronze escuro que cria atrito ao seu manto alvo é sua fonte de calor e minha reza ao teu deus.

Não! Não tenho um deus. Meu deus é teu deus. Seus cabelos são a pelugem macia que encobre aos anjos que te protegem. Seus olhos arremessam o brilho do que me deslumbra! Tiram minha sombra. Derrubam meu equilíbrio.

Ai de mim.

Ai de mim que nada fiz.

Ai de mim que nada quis.

Nessa aventura de querer ser desigual, tão igual eu sou agora como qualquer homem que anda pelas ruas ansiando a volta de teu próprio ateísmo. A falta de crença que antes lhe caia bem!

Mas ai.

Ai de mim e ai de você.

Que nosso senhor, meu amor, tenha piedade de nós.

Charro