Dez coisas que eu queria te dizer:

1 – Não te amo.

2 – Adoro quando você sorri levemente me olhando nos olhos e fica séria em seguida.

3 – Não estou apaixonado.

4 – Adoro receber tuas mensagens. Elas são tão raras!

5 – Adoro seu rosto pela manhã.

6 – Congelo quando você gela.

7 – Seu cheiro. Ah, seu cheiro no travesseiro.

8 – Gosto do seu jeito responsável.

9 – Não. Não é pela sua família. É por você!

10 – Vou me arrepender disso e provavelmente vou apagar logo mais!

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Parabéns, Renato.

 

Hoje um dos maiores poetas brasileiros completaria 53 anos de idade.

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Renato Russo morreu em 1996 por infecção urinária entre outras conseqüências causadas pelo vírus do HIV.
Não é preciso pesquisar a fundo pra saber que todo fã da Legião Urbana é chato, assim como eu! Ou você ama, ou você odeia essa banda. Mas uma coisa é inegável: a comunicação que ainda se mantém atual entre o poeta, Renato, e aqueles que ouvem e cantam suas letras.

Renato Russo participou durante um bom tempo de minha infância/adolescência. Lembro-me de passar horas a fio tentando entender tudo o que esse carinha tentava dizer. Letras afiadas, poéticas, ácidas e verdadeiras. Eu tentava entender. E ele escrevia para os jovens, para aquela molecada inconformada que brigava com os pais e com o povo que queria ser Punk. Não tinha como não se identificar com o que ele escrevia.
Mas apenas quando amadureci, foi que consegui entender o que ele queria passar.

Renato não era um santo, não era o maior poeta da música brasileira. Temos Raul Seixas e Chico Buarque pra brigar por isso! Mas numa coisa, eu tenho certeza que ele era maior que qualquer um! Ele era verdadeiramente apaixonado e sentia-se responsável pelas mensagens que passava.

Nisso não tenho dúvidas.

Existem pessoas que detestam Renato pela forma em que ele é santificado. Eu também não gosto disso. Da forma que dizem sobre ele ser um messias. Não. Longe disso. Ele era alcoólatra e drogado pra cacete. Ele era hipócrita quando dizia em shows “As drogas fazem vocês virarem seus pais”. Ele era um grande calhorda seguidor da frase “façam o que eu falo, mas não façam o que eu faço!”. É verdade. Tenho que admitir.

Mas ele tinha a paixão que ninguém tinha. Escrevia de forma sublime, afinal, alguém pode me explicar como uma banda que toca tão mal (como muitos dizem) se tornou a principal banda brasileira depois de Mutantes?

Espero que venham mais poetas e músicos tão bons como ele. Sem mencioná-lo como ser humano. Pois ele era falho, sim. Muito! Mas ele se estragava. Não estragava aos outros. Ao contrário! Boa parte do que minha pessoa é hoje, se formou ouvindo Legião Urbana. Hoje sou artista e sonho com coisas melhores.

Parabéns, Renato Russo!

Urbana Legio Omnia Vincit

Impossível.

Ele poderia passar horas a fio vendo os cabelos dela se moverem ao som da música enquanto ficava sentado.

Ele ficava lá, observando, paralelo à desgraça. Imóvel, inerte. Inerente a ela.

Ela dançava ao som da vida enquanto que, ele, observava a situação com olhos clínicos de quem sabia como tudo terminaria. Sua ternura já não era necessária. Na verdade, nunca foi. Ele sabia que devia parar de observar a música, que deveria ir para a pista dançar. Mas não. Ele estava levemente embriagado e com os olhos paralisados.

Quando ela o viu lá, feito estátua, resolveu parar um pouco.

Ele deu um gole de vinho e ela o beijou.

Parecia ser o suficiente até ela voltar a dançar.

E ele lá, sentado. Sem arriscar. Vilipendiado pelo afeto. Rejeitado pelas opções.

Mas ele assistia a tudo com olhos clínicos. Quem dança, tem muito mais riscos de se machucar. Mas ele estaria lá para impedir sua queda! Ele derrotaria a inércia por ela. Empurraria as pessoas, derrubaria sua garrafa… Atirar-se-ia ao chão para evitar que ela se ferisse. Ele rasgaria seus cotovelos para aparar a queda daquela moça.

No fim. Ela agradeceria, daria meia volta e tornaria a dançar.

Lentamente ele retornaria para sua cadeira.

Ele sabia que ia ser assim. Mas era impossível parar de observá-la dançar a música da vida.

Quem vai ler meu livro sobre uma pessoa só?

Eu tenho um texto pra postar, mas nem posso agora!
Mas uma música eu posso colocar. E é só hoje!

Monomania

Clarice Falcão

Já te fiz muita canção
São quatro, ou cinco, ou seis, ou mais
Eu sei demais
Que tá demais

Eu chego com um violão
Você só tá querendo paz
Você desvia pra cozinha
E eu vou cantando atrás

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você

Se juntar cada verso meu
E comparar
Vai dar pra ver
Tem mais você que nota dó
Eu vou ter que me controlar
Se um dia eu quero enriquecer
Quem vai comprar esse cd
Sobre uma pessoa só?

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

Hoje eu falei
Pra mim
Jurei até
Que essa não seria pra você
E agora é

 

Willie ou Victor?

Olá, crianças!

Faz pouco tempo que deixei meu livro “Willie o invasor de sonhos” exposto em PDF no facebook pra quem quisesse ler.

A má notícia: Tive que retirar ele do blog, ou seja, quem leu, leu, quem não leu… Paciência.

A Boa notícia: Ele está agora sob análise de uma agencia literária. Vamos ver no que dá!

O bacana é que tive que alterar os nomes dos personagens! Isso me fez rir um pouco! Mas optei por nomes legais e conhecidos entre meu círculo de amigos. Willie virou Victor e Doroth virou Laís!

Fora que reescrevi tudo, ajustei algumas partes e a nova versão está bem mais interessante que antes.

Bom, vim apenas explicar o porque removi o livro do blog!

Grandes ósculos e amplexos!

Meu mal

Eu não ia postar absolutamente nada neste blog por uns dias, porque se não ia colocar apenas choradeira gratuita! Mas acaba de me acontecer algo interessante que me fez pensar!

Hoje eu vi que o ser humano é mesquinho, egoísta e frio com as coisas que não são próximas à ele! O ser humano é, realmente, um carrasco daquilo o que não faz diferença nenhuma na vida dele. O ser humano é imbecil.
Não… Não sofri com as imbecilidades e os adjetivos acima! Na verdade eu sou portador desses adjetivos.

Eu estava há pouco no Facebook quando um ser da minha lista de amigos postou um texto dizendo que não agüentava mais a vida, que já tinha se cortado e blá blá blá! Praticamente um “Olha, vou me matar daqui uns dias, estejam avisados”. Aquele papo de suicida que precisa de atenção e de um abraço.

Acontece que eu confundi a foto do ser com um cara que gosto muito, com um amigo chegado mesmo, coisa que o autor verdadeiro do texto não é.

Já pensei. Preciso comentar algo pra aliviar ele (enquanto eu ainda confundia as pessoas)… Preparei o que dizer quando olhei novamente pra ver quem era, e não era quem eu achava… Respirei aliviado e simplesmente esqueci… Pra que escrever algo e acalentar uma pessoa que mal conheço?

Senti-me mal por um segundo ao ver o que eu realmente estava pensando.

“Charro, para de ser filho da puta! Só porque o cara não é seu chegado, viu ele uma vez na vida, não vai dizer nada pro suicida covarde?”.

Eu fui mesquinho ao desistir de falar alguma coisa apenas porque não era uma pessoa que eu gostasse efetivamente.

Será que só eu sou assim?
Será que só eu me importo apenas com as pessoas que me rodeiam e esqueço que nesse mundo tem mais gente que, quem sabe, são até mais bondosas do que aqueles que me rodeiam?

Eu tive vergonha agora de mim mesmo por isso. Estou envergonhado.

Como a gente pode ser tão mesquinho?
Ou eu! Não sei se algo parecido já aconteceu com vocês, mas acho que num geral, o ser humano é assim!

Enquanto aqueles que morrerem não for nossos conhecidos, que se foda o resto do mundo, não é verdade?

Você que lê isso, que passa pelo vale do Anhangabaú, alguma vez parou para um mendigo desconhecido e disse: Hey, cara! Vamos pra minha casa. Eu cuido de você!

Tenho certeza que não, assim como eu não o faria… Mas por incrível que pareça, existem pessoas santas que fazem isso… Mas não eu e nem você aí que está desse lado do monitor… Mas se um dia você encontrasse seu melhor amigo, seu irmão ou sua mãe… Certamente faria isso.

Laços afetivos.

É. São laços afetivos e cada um em seu circulo.

Não sei se devo ainda sentir vergonha ou não.

Mas no fim eu disse pro rapaz: “Um dia você vai rir disso. Te cuida”. Ele curtiu a postagem e não respondeu. Pode ser que esteja chorando ou esteja bêbado, afinal, o que leva uma pessoa a escrever um texto suicida em pleno Facebook?

Mas agora eu espero vê-lo “on“ amanhã e depois de amanhã.

Ósculos e Amplexos.

A Hora

Avisa a hora, quando chegar a hora
Que a hora está atrasada, que ela perdeu a hora
Avisa também que a hora passou da hora marcada

Avisa pra ela que o momento cansou de esperar
O momento olhava a hora e a hora não chegava
Avisa pra hora que a hora daquele momento já passou

Avisa a hora que ela só encontrará o instante
Encontrará o instante no momento em que chegar
Pois o momento foi embora instantes depois de ela atrasar

Avisa a hora que agora é passado, diz pra ela aproveitar aquele instante
Pois o momento depois que partiu, ficou fundido no presente traindo o futuro
Avisa a hora que agora já passou da hora.

– Cézar de Campos Pazzini