Sim, eu sou.

Não tenho talentos.

Escrever e desenhar é o que resta.

Talvez, um dia, eu seja um pedinte num vagão do metrô. Um solteirão de boteco se achando com vinte anos.

Não. Não tenho talentos.

Não sou cavalheiro, não sei tratar uma mulher, não sei ganhar dinheiro. Não tenho casa, não tenho carro. Sou um boêmio.

Eu enchia a boca antes pra falar disso, mas a idade chega e eu não tomo jeito. Continuo apaixonado pelo movimento e pela arte. Continuo um APAIXONADO, é essa a verdade.

E eu tenho tudo o que um apaixonado merece, ou seja… Nada.

Tenho a mim, sim, isso sim… Mas nem é sempre também.

Vira e mexe alguém se impõe diante de minha alma e um tempo escuro escoa despercebidamente… Aí se passam meses; meses a fio… No fim eu continuo sem nada.

Nada diferente pra comer, nada diferente pra beber.

Sem telefone que me atenda, sem amigos que me aturem e sem copos de cerveja que durem para sempre… Os cigarros também acabam cedo ou tarde. Às vezes até que tarde demais.

A verdade é que me tiram tudo o que eu gosto, mas eu continuo apaixonado.

Sem bens, mas apaixonado.

Aí me chamam de bêbado,  maltratado e  imprestável.

Mas, no fim de tudo, todo apaixonado como eu, tem algo que ninguém tem.

Eu tenho um fogo dentro de mim. Uma chama que arde em meu peito e que faz com que eu sinta coisas que nenhum ser humano normal pode sentir. Eu vejo as coisas de forma diferente e me orgulho disso. Meu peito arde, meu estômago embrulha e eu tenho lapsos de euforia quando uma idéia nova surge! O meu querer é intenso, mas não intenso como qualquer coisa. Intenso de machucar, de ferver.

Me divirto com coisas simples. Sou o cara mais feliz do mundo com uma folha, caneta e uma dose de vodca.

Não. Não sou uma pessoa feliz, mas posso dizer que sou orgulhoso e realizado. Não totalmente. Quem o é? Mas sou feliz com minha alma artista e apaixonada.

E ninguém precisa saber.

Ninguém precisa falar.

Ninguém precisa me ouvir.

Dentro da minha cabeça eu sou quem eu sempre quis ser, então as coisas estão bem.

Eu sou um apaixonado.

Sim, eu sou um apaixonado.

Anúncios

4 anos do Blog Leonino… (e ninguém lembrou).

Ninguém lembrou que dia 25.07  foi aniver do Dulce! Nem eu!

Triste fim!

Caralho, quatro anos de blog; 4 anos reclamando da vida! E tudo começou com uma fossa daquelas na minha vida e com um conselho de um professor de Letras que disse que ter um blog era bom, pois desenvolvia a escrita.

Cá estou eu, sem ter terminado Letras e agora cursando “Comunicação Visual” que, cá entre nós, é muito mais minha cara, apesar de eu amar as Letras da vida!

A Luana nasceu nesse blog, assim como o Advogado nigeriano e outros personagens meus! E tem a Estella que escrevi pro blog, mas nunca entrou porque eu corria o risco de ser preso com a história e, ainda por cima, perder os amigos… Escrever é uma arte que te força a regular o que é mostrado aos outros… Pobre Estella…

Bom. 4 anos de blog… Não tem mais o movimento que tinha um ou dois anos atrás, mas ainda é legal, e quão mais velho fica, mais bacana é ler o que se passou!

Feliz aniver, Dulce!

Muitos anos de vida!