Gente de mania chata.

Não existe gente mais chata do que os sóbrios.

Alguns diriam que os casados são mais chatos, mas não. Eu odeio gente sóbria.

Chego num encontro:

– Ô “amigo”, traga uma cerveja e dois copos, por favor.

– Pra mim um copo de suco de laranja.

– Mas… Mas… Não bebe cerveja?

– Não… Dá barriga… Pior que cerveja, só cigarro.

Esse meu fatídico encontro numa noite de 2011 não durou mais que 40 minutos. Acabou exatamente quando, encarando a fulana, acendi com gosto o cigarro numa deliciosa tragada e olhei em direção a Rua Augusta.

– Bom, preciso ir agora. Tenho muitas coisas pra fazer, a conta está quitada; mande um beijo pra *****, ok?

– Ta.

Não. Não sou grosseiro, mas a Augusta me pareceu muito mais interessante naquele dia do que falar de academia e dos males que causam a bebida e os cigarros.

– Você bebeu uma garrafa inteira sozinho!!!!

– Claro, filha da mãe, pedi dois copos e você foi de laranjada e me joga essas idéias de saúde… pra merda, né? Se não ficasse de chatice seriam umas cinco garrafas.

Não, eu não disse isso… Só pensei.

Talvez os não fumantes sejam mais chatos, mas eles têm um bom motivo pra isso, agora se eu bebo nove garrafas sozinho, ninguém vai se embebedar junto comigo.

Detesto gente sóbria, não agüento! Algumas sim… Aquelas que não me enchem o saco com papos saudáveis. Nunca vi um artista realmente bom que fosse completamente sóbrio e marombado. Seria como ler um livro escrito pelo Vin Diesel. Éca!

Prefiro viver 40 anos de coisas e boas histórias pra contar do que 80 anos chatos. Sim, chatos.

Os sóbrios não são capazes de se divertir por inteiro, uma pessoa que não bebe ao menos um copo de cerveja é tão má pessoa quanto aqueles que colocam o feijão no prato antes do arroz… Não, não, não… Pessoas que colocam o feijão antes do arroz são psicopatas e parasitas, assim como aqueles que apertam com força o botão do controle remoto achando que vão ter um melhor resultado na troca dos canais:

– Olha só, apertei o botão com força e veja só como a imagem do televisor ficou linda!

Meu……Deus…….

E as pessoas que são contra fastfoods?

Pra puta que te pariu se o lanche é gorduroso, me deixa comer esse colesterol gostoso e me deixa em paz.

(Não me xinguem, amigos letrados) As pessoas que corrigem todo e qualquer coisa que você escreve…….. Isso me embrulha o estômago… Se todo mundo quisesse escrever impecavelmente, a língua seria uma coisa muito chata.

– Olha, essa vírgula aqui… ela não existe!

Porra, cara! Me deixa!!! (se bem que tem gente que me irrita com vírgulas fora do lugar).

E blogueiro chato que reclama dos outros? Esses só não são piores do que os sóbrios, mas reclamam, são chatos e ainda acham que as pessoas têm obrigação de ler as tagarelices rabugentas que eles postam… Esses deviam ser proibidos de ter um espaço na Internet… muito chatos… Mas não tanto quanto os sóbrios.

Odeio gente sóbria.

Queridas meninas do blog Vulva Atômica…

Antes que eu comece, gostaria de pedir-lhes que, por obséquio (seja lá quem for esse senhor), que leiam minhas palavras até o fim deste texto que vos apresento.

É com tamanha indignação e frustração que venho afirmar em claras palavras que vocês, as donzelas/damas/senhoritas/meninas Adrielly, Carolina, Débora, Lilian (sim, você também, Lilian) e Thatiane, são as blogueiras mais  irresponsáveis que já vi na Internet! Vocês, com todo o respeito que pode nem ser merecido, deviam repudiar menos as pessoas que acessam o blog de vocês.

Agora eu explicarei.

É uma tamanha falta de respeito escreverem coisas tão boas e simplesmente abandonarem seus leitores de forma tão cruel e injusta. Não, a mim que apenas acompanho (o que, sinceramente, não é algo difícil) o blog de vocês, não interessa se andam demasiadamente ocupadas para poderem se preocupar em postar, por que eu, um mero internauta, só desejo ler coisas inteligentes sem ter que compreender o quão atarefadas vocês são.

É um desperdício de boas palavras vocês cinco ficarem tanto tempo sem postar… uma média de um ou dois posts por ano? É horrível! Devo esperar um próximo post agora quando? No Natal? Ano novo?

Não me importa também qual de vocês cinco vai escrever lá, MAS ESCREVAM! (desculpa, não era minha intenção gritar… Homens… Sabem como são…). Eu só quero poder entrar no ótimo blog de vocês e ver que tem algo novo pra ler. Tamanho meu espanto quando vi uma atualização que a digníssima, mas não menos irresponsável, Carolina fez  no dia Internacional das Mulheres.

Vocês acham justo que eu entre ao menos uma vez por semana e nunca veja um texto novo? Acham? Eu gasto em média 4 segundos de minha vida “internautica” por semana dedicando-me a vocês… E como sou tratado? Com um texto antigo, com um desdém… Com um silencioso sussuro de minha mente dizendo: Tenta mais tarde, idiota!

Por tanto, imploro… Não… Eu suplico para que criem uma rotina neste blog que tanto me agrada, ainda que seja duas vezes por ano… Vocês são em cinco… Cinco garotas desleixadas que me chateiam mais ou menos 52 vezes ao ano. 52 semanas x 4 segundos = 208 segundos. Em minutos 3m e pouco… O tempo de ir comprar meus cigarros, de um beijo rápido.. De ligar o XBox… O tempo de virar três latas de cerveja e arrotar depois…

Se não me falha a memória, comecei a gostar do blog em meados de 2010… E então tivemos quatro postagens novas… Se vocês são em cinco, alguém não fez a lição de casa (Ou na verdade anda fazendo rs).

E aqui eu termino com este protesto.

Acho que pessoas que escrevem coisas legais precisam mais é apertar o tempo e escrever mais coisas legais.

Espero que possam compreender a minha revolta.

Sem mais,

Sérgio Charro

Postscriptum¹ – Não gosto de passar raiva sozinho, então aqui está o link delas… Leiam de vagar, pois é a mesma coisa que ver a segunda temporada de The Walking Dead e esperar quase um ano pra sair a terceira. http://vulvatomica.blogspot.com.br/

Postscriptum² – Se alguma das meninas do blog ver isso, saiba que foi apenas uma forma divertida de dizer que escrevem muito bem, mas deviam ter uma regularidade… Escrevam mais : )

– Ósculos e Amplexos.

Eu por mim mesmo.

Uma palavra: Arte.

Um arrependimento: Ter me arrependido por algo idiota.

Um vacilo: Dispensar uma ótima oportunidade que tive de poder publicar .(diferente de arrependimento).

Uma ordem pessoal: Crie, Charro, crie cada vez mais.

Uma paixão: Arte.

Um amor: Arte.

Um apego: a boemia : )

Uma droga: Vodca.

Uma droga ilícita: Meu ego.

Um prazer: ¹Arte, ² sexo… essa tinha que ser duas opções.

Uma vergonha: Gostar de I-Carly.

Um orgulho: Meus amigos.

Um modo de vida: O meu

Pra finalizar, uma frase própria: “Não existem pessoas piores do que as sóbrias, elas são chatas, manipuladoras e tão falsas, tão concretas que até chateia… agora passa essa Absolut gostosa!”

– Questões enviadas por um amigo oculto… Respondido, trabalho feito… Ósculos e Amplexos.

Um pedaço de minha literatura fantástica.

Orrahc estava sentado fazendo algo que detestava fazer: esperar. Já era noite e seu trabalho havia sido muito bem sucedido, agora era apenas uma questão de tempo para conversar com aquele que havia o contratado para tal serviço.

Com seus olhos cor-de-rosa, admirava a paisagem de sua terra, mas era inevitável olhar para o horizonte e ver a massa de fumaça cinza, da qual chamavam de Brisa, invadir lentamente e cada vez mais o espaço que ainda era verde e o céu que era tão azul que doía as vistas. Ele observava os pontos luminosos que passavam; ao mesmo tempo em que brilhantes, eram também tão transparentes que mal dava para ver; ele conhecia cada um daqueles pontos; sabia sobre cada um deles. De alguns ele gostava; de outros, não. Um dos que ele menos gostava se aproximava lentamente, ele coçou a ponta de uma de suas orelhas, rosnou e se levantou. Quando este ponto finalmente chegou ao seu alcance, ele retirou as luvas grossas de couro e o tocou; a paisagem foi mudando rapidamente até se transformar em uma vasta biblioteca, sem nenhum sinal de vida, com exceção da silhueta que estava ao fundo de um dos imensos corredores de estantes.

– Ora, ora. Se não é meu amigo Orrahc. – disse a voz que vinha do velho ao longe, quase oculto pelas sombras.

– O que me pediu foi feito – disse Orrahc sem cerimônias.

– Pude notar, acompanhei de longe seu feito, e com essa etapa concluída, poderemos ir mais a fundo agora, até que, finalmente, você consiga o que quer.

Orrahc olhou desconfiado e deu um passo à frente.

– Nem pense em se aproximar Elfo – disse a voz demonstrando cansaço – já disse a você que nossas negociações são feitas assim, dentro de meus sonhos, onde tenho mais domínio do que você, e sempre com uma boa distância, pois sei muito bem que seu povo é traiçoeiro.

O Elfo rosnou ameaçadoramente curvando sua espinha dorsal e dobrando levemente seus joelhos como quem está preste a realizar um ataque, mas retornou um passo para trás enquanto dizia:

– Diga logo o que quer então, pois ao contrário do que pensa, você precisa muito mais de mim do que eu de você.

A voz riu friamente.

– É o que você pensa não é? Pois não é meu mundo que a Brisa está consumindo.

– Isso também é o que você pensa, pois logo depois que a Brisa consumir o meu mundo, vai ser o seu que ela irá destruir.

A silhueta ao longe fez um movimento com a mão, um leve movimento, e o Elfo pode ver uma cadeira se aproximar da misteriosa figura, que por sua vez se sentou.

– Veja bem Orrahc, a Brisa é nativa de meu mundo, e poderemos controlá-la quando as Três grandes rainhas retornar de sua prisão.

Orrahc estremeceu e sentiu seus olhos umedecerem, baixou a cabeça e lamentou silenciosamente.

– Diga o que quer, velho humano.

– Como bem sabe, agora que finalmente quebramos os grilhões das rainhas, o próximo passo é destruir a Ordem, e para isso precisamos destruir Loja por Loja, sem deixar vestígio algum de desconfiança. Eu poderia fazer isso, mas acontece que no caso de alguém descobrir, eu não poderia arcar em derrotar a Ordem inteira de uma vez, certamente sucumbiria mesmo com todo poder que tenho, por tanto, é chegada a hora de você inflamar seu povo. Há tempos os Elfos não simpatizam com as ações dos humanos, que são os causadores da brisa que tanto denigre seu mundo aos poucos; basta uma faísca e uma batalha começará; uma batalha entre Humanos e Elfos é muito mais plausível do que eu simplesmente começar a destruir os Totens e arriscar a colocar tudo à baixo; uma guerra poderia fazer tudo mais rápido e não me colocar em risco.

Orrac o encarou com os olhos semi-serrados.

– Muitos Elfos morrerão, não posso arriscá-los de tal forma.

– Então meu amigo – disse a voz – Creio que terei que expulsá-lo de meu sonho para que você simplesmente se vire sem minha ajuda.

– Seria mais plausível que eu estourasse uma guerra como você quer e incluir você como um inimigo – disse Orrahc

– Sim, até seria, mas você está se esquecendo de um simples detalhe; foi uma das rainhas que fez o feitiço para abrir uma brecha entre o mundo dos bastardos humanos e o mundo dos Elfos, e é apenas ela quem pode selar de novo esta passagem, para que sua terra não sofra mais as conseqüências da Brisa.

Orrahc foi obrigado a concordar em pensamento assim que as palavras que ouvira o fizeram lembrar das lendas que rodeiam seu povo, e lamentando ele respondeu:

– Está certo, pensarei sobre isso e, caso eu fique do seu lado, falarei com o imperador, mas lembre-se, se me trair velho, se tudo não passar de uma armação, teremos tempo de sobra até que tudo se estabeleça para podermos matar você antes que consiga sua tão almejada eternidade.

Essa foi a primeira vez que o Elfo ameaçou a misteriosa figura de forma que funcionasse, pois até que ele conseguisse destruir todos os rastros da Ordem e concretizar todos seus planos, haveria muito tempo para que os Elfos notassem uma traição de sua parte.

– Não haverá traições.

– Já houve – Disse Orrahc friamente – A sua para com seu povo, mas nem pense em fazer o mesmo com o meu.

Então Orrahc virou as costas e, num simples piscar de olhos, estava novamente em sua terra. A primeira coisa que fez naquele momento foi olhar diretamente para a fumaça cinza que corroia a paisagem ao longe.

Oi.

Ouvindo “A banda mais bonita da cidade”, posso ver que, pelas letras e, até pela musicalidade, é uma das coisas mais fantásticas que a música nacional pôde trazer ultimamente. Mallu Magalhães também é bem legal.

Ando ouvindo bastante música e tocando muito. Meus dedos calejaram novamente nas cordas do violão e da guitarra em sextas-feiras regadas a cerveja e o esboço de uma boa banda que estamos montando. Ta interessante. Eu sentia falta disso e nem sabia.

Não. Não quero ser músico.

E neste ano devo voltar a cursar Letras. A saudade de estudar a língua portuguesa está fazendo falta, tanto pra minha alma quanto para minha própria ortografia (risos).

 

O cheiro das coisas anda diferente, não sei se fui o único que notei, mas algo está diferente. Estou bem otimista ultimamente e me acostumei com o aconchego do meu lar, isso me parece bom. Ando sorrindo com coisas estúpidas, fazendo piadas fora de hora e recebendo amigos em momentos inusitados. Isso é tão bom.

Preocupo-me se eu mesmo dormi bem, se amanhã vai estar calor ou frio, se uma idéia vai brotar… É bom começar a se achar mais uma vez depois de passar tanto tempo perdido.

É bom sentir-se uma boa companhia.

É bom sair do mais do mesmo.

É bom, não é?

*

Postscriptum: ¹Hoje estava lendo um artigo sobre Pedagogos e, inevitavelmente, lembrei da Débora… Deu saudades da “senhora pedagoga”…

² Minha afilhada sorri sempre que me vê. Isso está ficando foda!!! Vou esmagá-la num abraço qualquer dia desses : )

³ Eldinha! Saí do MSN do nada e nem falei com você depois de ter me mandado mensagem, mas não foi por mal! Estou relapso mesmo…

 

Ósculos e amplexos.

Um momento no tempo.

– Você sabe que estou certa. Ficou aí sentado esperando uma coisa que não vai acontecer… Toca sua vida, Pete. Tem uma pessoa maravilhosa te esperando. Mas se não se livrar “disto”… Nunca vai encontrar, nem se estiver parada na sua frente.

– Eu sei, MJ. Mas é que –

– Você vai ficar bem, Pete. Aliás, nós dois vamos.

 

“Hoje.

Hoje, minha melhor amiga… A pessoa mais legal que conheço…  Me libertou.

Pela primeira vez em muito tempo, sinto que sou dono do meu destino. É como se desse pra encarar qualquer coisa que aparecer na frente.

Hoje?

Hoje parece um novo dia”.

 

– Homem-Aranha 122, Marvel Comics. Ver. Braseileira: Editora Panini, Roteiro: Joe Quesada.

Nesta fria estação.

No sertão, nesta fria estação quando a música acabar e o inverno chegar e a gente morrer e o tempo crescer, pode ser, assim, um tempo sem fim. Água fria da bacia, seus pés e os meus e seus filhos e teus netos e a falta de importância; vai ser assim, o inverno sem fim, sem ponto, sem vírgula, uma sentença da mais fria covardia que o amor pode te dar e a paixão te consolar e o ódio te aporrinhar e a raiva crescer dentro de ti, e dele, de mim, de seus filhos e seus netos e seus amigos. Seus dentes rangendo e a fome batendo, é inverno no sertão, poesia de cordel no varal feito em papelão e com água e sal pra chegar, no mar, no sangue, nos peixes, no vacilo de um tombo no barro, a pele é suja, não tem mais verso, não tem parágrafo, separa, sua, breve, agonia, de, sentir, o que há de errado em você e em mim e nos seus filhos e em seus netos, em seus pés enrugados, encharcados em pleno sertão nesta fria estação, repetitiva, distorcida, pobre, pobre amazona que não tem onde morrer e nem sabe correr com seus dedos rasgados e com os nós calejados…

… Nesta fria estação.
– Sérgio Charro