Lembranças.


Eu e meu silêncio.

Certas épocas do ano a melhor coisa que se tem a fazer, ou melhor, o que mais gosto de fazer, é ficar quietinho!

Ultimamente nem ando entrando em Facebook, MSN e afins. Gosto de separar algumas ocasiões para ver TV, ler um livro que faz tempo que está na estante e eu nunca o percebi, sair para lugares diferente e realizar tarefas de casa. É o meu retiro espiritual.

Umas três pessoas que não conhecem esse meu habito me perguntaram o porque do sumiço. Não tem exatamente um “porque”. É coisa de época. Ligo o PC só pra ouvir musica e, de vez em quando, o XBox pra jogar alguma coisa e me movimentar com o Kinect.

Outra coisa que eu estava pensando é em minha capacidade para armazenar tralhas!

Hoje acordei decidido a jogar um monte de coisas fora que não me são mais úteis: retratos, cartas, letras de músicas que eu fiz e que são terríveis, papeis rabiscados por vários amigos e que não possuem nenhuma utilidade… Mas a verdade é que meu lado Sluagh é bem forte, e não consigo me desvencilhar dessas coisas! Tive a capacidade de jogar um modem que ainda funciona fora, pois não o uso mais, no entanto, aquela folha que um de meus amigos escreveu o nome não consegui jogar… Creio que as lembranças, sendo elas boas ou más, devem permanecer guardadas, pois tudo é um aprendizado, e não tenho coragem de simplesmente jogar coisas fora ou colocar fogo nelas (sim, dessa vez isso foi pra você, pois sei que anda colocando seus olhinhos no meu blog… e pela primeira vez coloco algo diretamente pra você : ) Só deixa um recado depois pra inflar meu ego… apenas vir aqui não o infla completamente!)… Continuando…  Vi coisas que me lembraram a merda de um show do Placebo que fui uma vez! Puta show chato se não fosse pelas companhias! Mas a banda era uma merda ao vivo! Conseqüentemente lembrei-me das inúmeras vezes em que Davison, Luis e eu ficávamos horas e horas pela madrugada jogando Elifoot… Das jogatinas de RPG regadas a menta noite a dentro… Da vez em que minha caótica Saphira comeu meu MP3 Player que eu ganhei! … Das bebedeiras na praça do São Francisco, do ocultismo, dos papos idiotas… Um monte de coisa!

Lembranças são legais, já falei disso aqui!

Mas não é saudade, não é vontade de voltar atrás, isso não! É apenas uma lembrança boa, pois sei que daqui muitos anos pensarei com o mesmo carinho e nostalgia dessa época em que vivo agora! Indochine, Blur, Clap Your Hands e Cake são as bandas que tocam e me fazem lembrar daqueles anos que passaram… Mais pra frente The Hives, Red Fang e qualquer Blues, me farão lembrar dos dias de hoje.

As lembranças têm trilha sonora, cheiro e cor! É sério! Algumas vezes também tem gosto. Pode ser doce, salgado, azedo ou amargo… Hora ou outra agridoce!

O importante é lembrar!

Ósculos e amplexos.

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7 comentários em “Lembranças.

  1. Pois é…eu fiquei bem brava com o seu sumiço! Até falei pra Grá que vc tava parecendo ela… Por quê??? Por que eu coleciono amigos tão cheios de “psicológicos”??? uuurrghhh!!!

    Sabe, qdo eu tava no Ensino Médio (faz tempo isso…), tive que ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, e a única coisa que me prendeu a atenção, com aquela idade, foi o defunto dizer pro leitor não jogar jamais suas cartas… e achei aquilo… sábio! e levo isso sempre comigo…achei o trecho!

    “(…) Ia às gavetas, entornava as cartas antigas, dos amigos, dos parentes, das namoradas…, e abri-as todas, li-as uma a uma, e recompunha o pretérito… Leitor ignaro, se não guardas as cartas da juventude, não conhecerás um dia a filosofia das folhas velhas, não gostarás o prazer de ver-te, ao longe, na penumbra, com um chapéu de três bicos, botas de sete léguas e longas barbas assírias, a bailar ao som de uma gaita anacreôntica. Guarda as tuas cartas da juventude!
    Ou, se te não apraz o chapéu de três bicos, empregarei a locução de um velho marujo…; direi que, se guardares as cartas da juventude, acharás ocasião de ‘cantar uma saudade’.”

    Bonito, né? Para se sumiiiiiiiiiiiiiiiirrrrr!!!!!!!!!!!!!!!!!! grrrrrrrrrrrrrr

  2. Gostei particularmente desse post…e fiquei viajando em diversas lembranças. Principalmente dos últimos parágrafos…lembrança tem cheiro mesmo! Talvez seja o perfume ou o creme de cabelo que alguém que significou muito pra gente usava…Quando eu tinha uns 13 anos morria de amores por um grunge, a casa dele tinha um leve cheiro de mofo e, é engraçado como mesmo 9 anos depois toda vez que eu sinto cheiro de mofo é ele que me vem à cabeça. E é aí que eu percebo que as lembranças, por mais velhas que sejam, nunca mofam!

  3. Por um momento, devo dizer, que meus olhos se encheram d’água.
    Acho que o gosto das minhas lembranças por você é agridoce e cheio que tempero baiano…rsrsr.
    As vezes me pego pensando em você e me dá uma dorzinha no coração, pois parece que nunca mais vou te ver e só vão me restar lembranças, não que as lembranças não sejam boas, mas quando de algo/alguém só restar lembranças quer dizer que acabou…
    Escutando The Dresden Dolls vejo cores que variam do vermelho para o laranja, sinto cheiro de cigarro com uma bebida qualquer e um gosto agridoce com muito tempero baiano.
    Te amo! Lindão…

  4. Todo mundo precisa de um tempo pra ficar quietinho…mergulhado em seu mundo, ouvindo o som do próprio silêncio…todo mundo deveria se dar esse tempo…as pessoas não entendem o quanto isso faz bem…para si e para os outros!

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