Que se foda quem não tem o Chrome!

Os problemas são os problemas!

Todo mundo é inocente até segunda ordem, certo?

Foi uma semana construtiva. Várias músicas na guitarra e a singela desistência da carreira de escritor… Ser escritor é broxante… Ainda mais depois de ser sacaneado por uma GRANDE editora!

Estou um caco por conta disso e decidi que não irei mais me foder por causa dessa vida de fodido! E nem foder as pessoas que gosto!

Adeus Charrinho escritor… Bem vindo Charro Técnico de seguros e freela de ilustração!

Me rendo, Deus! Você provou ser mais forte que eu!

Fodeu com meus planos!

Ok, ok… Eu sei. Ainda tenho duas mãos, cristãos de plantão. Mas meus problemas são, sem dúvida, maiores do que os seus… O velho egoísmo humano… Como o grande poeta Stan Rice dizia… “Diga ao seu deus que nosso balde está cheio, e que ele pode ir para o inferno”…

Daria uma Libra pra voltar ao tempo.

Daria dois reais para não ter dito isso.

Daria um milhão para que Odin olhasse pra mim.

Mas não daria nada pra deixar de ser pagão!

Daria meus brinquedos de infância para falar coisa com coisa.

Daria meus testículos pra que Deus me perdoasse…

Daria meus texticulos para alguém que acha que escreve melhor que eu…

Ser bom para os amigos cansa!

Eu sou bom pra nada!

Pra nada!

Apenas para uma garrafa de vodca e um copo de vinho cabernet… Uma cerva de gengibre às vezes.

 

Sem beijos e abraços!

Vão se foder! Com todo respeito, claro…

E não fumem do meu cigarro.

Lembranças.

Eu e meu silêncio.

Certas épocas do ano a melhor coisa que se tem a fazer, ou melhor, o que mais gosto de fazer, é ficar quietinho!

Ultimamente nem ando entrando em Facebook, MSN e afins. Gosto de separar algumas ocasiões para ver TV, ler um livro que faz tempo que está na estante e eu nunca o percebi, sair para lugares diferente e realizar tarefas de casa. É o meu retiro espiritual.

Umas três pessoas que não conhecem esse meu habito me perguntaram o porque do sumiço. Não tem exatamente um “porque”. É coisa de época. Ligo o PC só pra ouvir musica e, de vez em quando, o XBox pra jogar alguma coisa e me movimentar com o Kinect.

Outra coisa que eu estava pensando é em minha capacidade para armazenar tralhas!

Hoje acordei decidido a jogar um monte de coisas fora que não me são mais úteis: retratos, cartas, letras de músicas que eu fiz e que são terríveis, papeis rabiscados por vários amigos e que não possuem nenhuma utilidade… Mas a verdade é que meu lado Sluagh é bem forte, e não consigo me desvencilhar dessas coisas! Tive a capacidade de jogar um modem que ainda funciona fora, pois não o uso mais, no entanto, aquela folha que um de meus amigos escreveu o nome não consegui jogar… Creio que as lembranças, sendo elas boas ou más, devem permanecer guardadas, pois tudo é um aprendizado, e não tenho coragem de simplesmente jogar coisas fora ou colocar fogo nelas (sim, dessa vez isso foi pra você, pois sei que anda colocando seus olhinhos no meu blog… e pela primeira vez coloco algo diretamente pra você : ) Só deixa um recado depois pra inflar meu ego… apenas vir aqui não o infla completamente!)… Continuando…  Vi coisas que me lembraram a merda de um show do Placebo que fui uma vez! Puta show chato se não fosse pelas companhias! Mas a banda era uma merda ao vivo! Conseqüentemente lembrei-me das inúmeras vezes em que Davison, Luis e eu ficávamos horas e horas pela madrugada jogando Elifoot… Das jogatinas de RPG regadas a menta noite a dentro… Da vez em que minha caótica Saphira comeu meu MP3 Player que eu ganhei! … Das bebedeiras na praça do São Francisco, do ocultismo, dos papos idiotas… Um monte de coisa!

Lembranças são legais, já falei disso aqui!

Mas não é saudade, não é vontade de voltar atrás, isso não! É apenas uma lembrança boa, pois sei que daqui muitos anos pensarei com o mesmo carinho e nostalgia dessa época em que vivo agora! Indochine, Blur, Clap Your Hands e Cake são as bandas que tocam e me fazem lembrar daqueles anos que passaram… Mais pra frente The Hives, Red Fang e qualquer Blues, me farão lembrar dos dias de hoje.

As lembranças têm trilha sonora, cheiro e cor! É sério! Algumas vezes também tem gosto. Pode ser doce, salgado, azedo ou amargo… Hora ou outra agridoce!

O importante é lembrar!

Ósculos e amplexos.

Covardia / Parabéns.

Meu pai não tinha idade, minha mãe, tão pouco.

A verdade é que nasci como um covarde.

Até seqüestrado eu já fui, acredite! Bom, dizem que aquilo foi um seqüestro, mas não me lembro, pois eu era um bebê.

Cresci sendo a piada da rua. O cara esquisito e feio que mora no 705. Não sabia me defender e nunca, nuca mesmo, tive alguém para me explicar como se faz, tive apenas pessoas que faziam tudo por mim.

Lembro-me uma vez em que apanhei na rua e meu pai saiu com a cachorra atrás do maloqueiro… Bem, meu pai dizia que era maloqueiro, mas não passava de um moleque de 10 anos de idade como eu.

Vi a necessidade em certa altura de virar um cara barra pesada, aí, com doze anos, aprendi a fumar. Para meu azar, no mesmo dia, minha mãe sentiu o cheiro e eu levei uma bronca enorme. O que mais me doeu nesse dia foi não ter apanhado.

O hábito de fumar carreguei comigo. Voltei a colocar cigarros na boca aos quinze anos de idade, daí não parei mais. E se você se perguntar se eu tenho medo de adoecer por conta disso, respondo que não, só tenho mesmo medo da forma da morte, mas não dela em si.

Continuando, tive que aprender a ser gente. Aprendi a trair e ser o cara mais “descolado” da rua, se bem que isso não exige lá muito esforço.

Com a mesma facilidade que aprendi a apunhalar as pessoas por traz, aprendi a me arrepender. Mas nunca, nunca na minha vida inteira, consegui deixar de ser covarde. Pode ser porque minha mãe era nova demais e meu pai ainda não tinha idade, não sei, mas ainda jaz em mim uma parcela de covardia que, insistentemente, faz eu lembrar da minha infância e adolescência. Na verdade a covardia foi a única coisa que sobrou de tudo isso, e mais nada.

Hoje tenho um orgulho falso ao acender meu cigarro na frente do computador e sorver um pouco de vodca. Quando faço isso, grito na Internet, faço protestos, brigo com as pessoas… Pois estou protegido por um escudo de 22 polegadas e Full HD.

Meu pai não tinha idade, minha mãe, tão pouco.

A verdade é que cresci como um covarde.

Covarde ao ponto de terminar qualquer texto sempre da mesma forma.

***

Parabéns para minha vó Beatriz que hoje faz aniversário, mas não acessa a Internet. E para a Elda também, minha amiga de todas as horas e de todos os textos.

Amo vocês duas!

Parabéns!

Ósculos e Amplexos!

 

 

A licença poética…

Dentro do meu sapateado há uma vontade de cantar

Não mude as coisas, deixe como está.

Não faça escansão dos meus sentimentos

Deixe tudo como está

Não, não procure rimas e nem espere minha visita

Não espere por uma linha escrita vinda de mim

Conte com meu ciúmes, conte com os casos mal resolvidos

Espere por minha grosseria, por minhas palavras malditas

 

Eu estarei em suas madrugadas sonolentas e doentias

Dentro de um casaco ou de um sapato, quem sabe?

Com uma arma apontada pra sua cabeça, matarei você mais uma vez

Lentamente, docilmente, inquietantemente…

E que se foda a gramática

Pra merda com o palavreado

Mas pra satisfazer o seu rimado

Eu sou a forma apática

– Cézar de Campos Pazzine

 

*Postscriptum – Existe um problema com a imagem do banner aí em cima, e eu estou sem paciência pra resolver. No google Chrome a imagem aparece normalmente… Depois resolvo no IEEsxplorer.