Loraline.

Loraline era uma pessoa doce, mas tão doce, que seus pais sempre estranharam!

Ela passava noites a fio conversando com uma princesa de um tal nome de Elda. Essa princesa conhecia a Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau…

Loraline era solitária. Vivia com seus gizes de cera a rabiscar pelas paredes de seu quarto, e sempre tomava uma bela surra de cinta quando seu pai voltava do trabalho estressante que o obrigava a levantar cedo todos os dias.

Mas a menina não parava de sonhar. Ela adorava seu nome! Loraline. Um nome estranho, mas ela se sentia exclusiva.

Ela fazia coleção de maços de cigarro, insetos mortos e cartas de “Magic”. Ela tinha apenas seis anos, mas era muito adulta pra sua idade. Ela era uma “mini pessoa” porque tinha um mundo todinho dela!

Shyenkss Yue lhe fazia companhia antes de dormir. Durante seu sono era Willie que tomava o lugar de melhor amigo… Quando acordava, Orrahc, o Elfo animalesco e selvagem, era quem lhe levava o café da manhã com um olhar carrancudo e despojado de sempre.

Os anos se passaram. Ela conheceu uma menina chamada Luana, uma garota jovem e de olhar adulto que engravidara do pai sem saber… Depois conheceu Otto, um detetive que tinha pacto com um demônio charmoso que atendia pelo nome de Edigard… E por Edgard ela conheceu Cézar, um escritor talentoso e de palavras ácidas…

Loraline conheceu também a mansão da Madame Bloom, uma casa estranha que atendia todos os seus desejos!

E com tudo isso, ela começou a fazer canções. Pegava o violão e se desembestava a cantarolar noite a dentro… Ela entrou para o mundo das fadas depois de um convite de Syenkss Yue. Princesa Elda foi quem a acolheu em seu castelo feito de gelo. Willie ensinou boas peças para pregar nos mortais, Luana explicou sobre o amor; Edgard falou sobre a maldade humana; Otto a convenceu de que ela era doente… Cézar Pazzini falou sobre poesias e ensinou que nada daquilo importava!

Loraline tinha seu próprio mundo. Não precisava de ninguém! E assim viveu até morrer.

Ósculos e amplexos.

Anúncios

Entre reticências e exclamações.

De todos amigos que tenho, de todos aqueles que fiz, talvez eu seja o ultimo irresponsável! Tenho dó de verdade de todos aqueles que esperam muito de mim. Não tenho um puto na poupança, não tenho idéia de como serão as coisas nos próximos anos, não sei nada de gramática, detesto as tradições natalinas e ainda creio em ganhar grana com arte!

As pessoas estão me enlouquecendo!

Estão cobrando ou esperando muito de mim.

Eu sei que estou errado. Eu sei que não sirvo pra ninguém e pra nada! Eu sou bom pra nada!

O Álcool me conforta como sempre. Pairo em minha vida e observo a lixeira do meu desktop com tantas coisas que já passaram! Odeio aquele Back-Up que não fiz, aquela conversa que deveria estar gravada, aquela foto que não revelei… Aquela musica que não lembro mais o nome… Tantas coisas que já se passaram… Tantos posts perdidos.

Mas eu continuo dizendo “foda-se”… Continuo embriagado em meu canto esperando que tudo de certo sem fazer nada… Nada importa se eu tiver um bocado de álcool, uma dose de vinho seco, vodka, ou o caralho que for… Pergunto-me inúmeras vezes se sou alcoólatra e tento esconder isso por de trás de minhas palavras mal proferidas, mal interpretadas, mal questionadas… Por de trás de minhas frases, ao menos na maioria de minhas sentenças, existe um sinal de exclamação, uma auto afirmação ou uma vontade de chorar.

De todos amigos que tenho, de todos aqueles que fiz, talvez eu seja o ultimo irresponsável… O ultimo babaca que termina suas frases com exclamações ou sinais de reticências. Minha vida é um susto ou algo interminado… Mas ela insiste em continuar de erro em erro esperando uma prova que nunca vai chegar!

De todos amigos que tenho, de todos aqueles que fiz, talvez eu seja o ultimo irresponsável, o único sem uma vida completa, o único incapaz de dar uma vida estável para um cão! Eu não alimento minha cadela… Eu não sou o “Alpha” de minha família! Se quer eu tenho minha própria família… Mas a vida insiste em continuar! Ela poderia terminar numa volta de carro, num gole de Vodka, na frase de um livro que eu gosto, no refrão da musica que sempre ouço ou na vista de meu segredo famigerado.

Eu queria te dar um presente de Natal! Juro que eu queria… Mas as reticências não deixam… Minha embriagues me trava e minha sensatez impede.  Um presente de natal! Apenas um! Mas deixa pra depois, não estou na melhor época da minha vida pra te conhecer! Deixemos nossa descoberta pra mais tarde… A descoberta daqueles que nem se sabem se existem mesmo!

Até lá eu fico aqui, escorrendo pela parede e inalando meu câncer, desfrutando dos meus piores vícios e agredindo meu corpo, minha alma e meu espírito! Foda-se! Não existe uma pessoa que se importe de verdade! Nem mesmo no auge de minha vaidade e auto-piedade. Dane-se!

Meu pior defeito é que eu sou forte feito uma barata!

Vaso ruim não quebra!

E que Deus me perdoe… Mas eu quero estar errado… Meu lado cristão pede pra que eu fique, meu lado pagão diz que devo ir… Aí fica foda!

Não é depressão e nem tristeza…

Só é o Natal…

Aquele natal que já passou.

Aquele natal do artista frustrado.

Aquele natal que abortei.

Aquele natal que poderia ser diferente.

Mas foda-se. Papai Noel não existe.

De todos amigos que tenho, de todos aqueles que fiz, talvez eu seja o ultimo irresponsável

Ósculos e amplexos e feliz dia da geladeira.

*

PostScriptum – Feliz Natal.

Por obséquio, esqueça, é fim de ano!

Depois de voltar de Minas, caí novamente na cidade da poluição! Literalmente eu fui da lama ao caos!! Lama boa a de Minas!

Aí me toquei (e nem passei tanto tempo fora) que as pessoas entraram naquele clímax de fim de ano. Todo dia parece sexta-feira! O pessoal sai do trabalho e voa para uma boa cerveja no bar!

Esse ambiente me deixa bem feliz, ver as pessoas festivas, contentes… Acaba, meio que, com aquele ar frio e egoísta de SP.

Voltando a Minas Gerais, em uma noite na pousada escrevi um texto de punho… Que horror! Dez páginas, mais ou menos, de caneta em folha de caderno. Doeu minha mão, mas ao menos descobri que ainda sei escrever sem a ajuda de um teclado!

Ando querendo criar!

Pensei em mais dois livros pra escrever, mas quem pensa muito, pouco faz… É o meu caso! Tenho idéias e nem revisei as idéias antigas ainda… Triste fim! Isso me deixa puto!

Eu fico puto comigo mesmo!

Tenho pensado em gravar aqui algumas letras antigas de musica também! Acho que eu quero montar uma banda, mas não tenho certeza, mas preciso fazer algo com essas letras aqui!

Hoje, dia 14, é o aniversário da mamãe, aquela linda!!!!!

E ontem, dia 13, fui convidado para ser testemunha do fim da vida do meu amigo Fill… Que casará e eu terei que assinar lá… Fiquei feliz… Parabéns para o Fill e a Letícia!

Voltando ao aniversário da mama, ela já alcançou seus quarenta e tralalá, mas ainda é inteirona! Tem gente que acha que sou adotado de tão bonita que ela é… Minha mãe é linda, cá entre nós, e não é apenas um papo de filho, ela é bonita mesmo!

Minha mãe é a da frente!

Minha mãe é a da frente!

Parabéns pra minha mãe que nem sabe (e graças a Odin) da existência desse blog!!

Mãe, TE AMO!

**********

Chegado dezembro, resolvi escrever um texto de fim de ano para que cada um de vocês reflitam sobre a vida. O texto é bonito e comovente! Vamos lá!:

 

“Fim de ano. Data em que devemos esquecer das podridões do mundo! Me de sua mão, vamos nos unir e desejar tudo o que há de bom.

Esqueça o quanto eu fui filho da puta com você. Me perdoe por ter contado aquele segredo intimo que tu me pediste confidência, por obséquio, esqueça, é fim de ano!

Tenho coisas pra te contar… Aquele seu cachorro chato que latia a noite inteira, fui eu quem o envenenou semana passada, mas por obséquio, esqueça, é fim de ano!

Podemos ser felizes se deixarmos tudo para trás com o ano que se passa, podemos caminhar juntos.

Por mais que eu tenha sido um falso quando seu pai me emprestava dinheiro enquanto eu comia sua mãe sem ele saber, podemos deixar isso de lado e viver felizes. Por mais que eu tenha sacaneado sua irmã, devemos esquecer isso, por obséquio, esqueça, é fim de ano!

Assim como eu esquecerei que você comeu a minha namorada no meu quarto, na minha cama, enquanto eu preparava aquele churrasco esperto no quintal… Por mais que o filho que ela teve, que eu achava ser meu, mas que é seu, não devemos deixar isso nos afetar… É fim de ano, e eu esquecerei. Vou esquecer quando fumou maconha aqui em casa e deixou a ponta largada em qualquer canto… Minha mãe achou e pensou que fosse eu… Você nunca admitiu…  Mas eu posso superar isso! Por obséquio, esqueçamos de tudo, é fim de ano!

Vivamos em paz. É fim de ano!

Façamos novas promessas sob litros de vodka… Caso neste ano que está por vir as coisas saiam errado, no próximo dezembro teremos mais uma vez a chance de renovar os votos… E assim será por muitos anos até que você morra.

Forte abraço.

Feliz ano novo!”

Ósculos e Amplexos.

Juventude, eu e top 5 Natal.

A Facilidade da juventude me fascina cada dia que passa!

Lembro que uma vez passei num curso de uma faculdade paga, mas não tinha quem me bancasse. Na época eu trabalhava, mas não ganhava pra poder pagar… Pedi aumento e especifiquei que era pra poder entrar na faculdade. Pedido negado. Mamãe também não podia pagar!

Passei em curso de Filosofia, História 2x… Eu nunca tive capacidade de pegar bolsa! Mas aí consegui pelo Enem 50% em Letras! Bacana!

Arranquei minha pele pra fazer o curso e nem consegui! Fiz o primeiro ano nas coxas e abandonei as provas oficiais e não concluí o ano. Lá vamos nós enfrentar o primeiro ano mais uma vez!

A bebida no segundo ano com tantos outros “causos” me pareceram mais importantes! Só fui bem mesmo em Latim, Literatura infantil, Literatura portuguesa e, por incrível que pareça, Inglês instrumental!

Dois anos do mesmo ano! Foi um “Mais do mesmo” em minha vida!

Depois vi que Letras não era mesmo o meu campo, eu tinha que fazer algo diretamente voltado à Literatura. Fiz um curso preparatório pra Escritores (se é que isso existe mesmo) e me dei bem!

Arrumei um grupo de estudos e fiz o texto mais foda da turma. Todos eram letrados, menos eu, e ainda assim me falaram que foi o texto mais foda!!! Empolgante. Já postei esse texto aqui no blog! Mal sabem eles que “pari” aquelas escritas totalmente embriagado!

Meu ídolos são embriagados (ou eram).

Então como eu faria eu algo diferente? Como produzir diferente?

As pessoas tentam impor regras pra escrever, concordâncias gramaticais! Porra, vai se foder! Esses dias um amigo meu me perguntou o que era um “Hiato” eu me deu um branco geral! Aí ele disse: “Você não é letrado?”. Não, caralho! Letrados são a Elda, e a Graça. Eu não tive capacidade pra o ser! Só gosto de escrever e não absorvi nada de Português em minha vida!

Tá. Sou fracassado! Vai lá então! Tenha minhas idéias! Isso sim é difícil… Idéias!

Eu sei que nunca nada disso vai dar em nada!

Minha vontade não é de nada!

Mas voltando a juventude… Hoje quase todos têm alguém pra bancar os estudos. E confessarei algo aqui, eu queria ter sido professor de História, não de Português! Mas eu não tive a oportunidade que hoje algumas pessoas possuem de ter uma família que a banquem! Esse é o problema de ser irmão mais velho, seus pais sempre vão corrigir os erros que cometeram com você em cima do seu irmão mais novo. Graças aos bons deuses eu vejo minha irmã se matando para conseguir um diploma. Tem gente que não está nbem, aí! Minha irmã honra a grana da minha família, aí vale a pena, mas tem gente que só fica em bar gastando a grana da mãe, aí não pode!

Cresçam, crianças!

Não façam com que meu futuro câncer dependa de médicos imbecis! Por favor,m se não prefiro definhar em casa nos braços da minha futura esposa, e que ela tenha paciência!

Eu queria ter sido o irmão mais novo.

A coisa mais legal que minha irmã me disse foi que ela se inspirou muito em mim, nas veias artísticas, pra decidir ter optado por Arquitetura. Ela sempre me pediu dicas de desenhos. Arquitetura também é arte… Quando eu tinha 12 anos queria ser arquiteto.

Minha irmã levou isso pra frente e eu vejo a “dondoquinha” até trabalhando na área hoje.

É satisfatório. É bom… É legal inspirar alguém!

Chega de reclamar e inflar meu próprio Ego.

 

TOP 5 LISTA DE NATAL DO CHARRINHO:

 

1 – Bugatti Veyron.

2 – Todos os CDs da Legião Urbana.

3 – Paz na Terra.

4 – Qualquer livro do Bukovisk que não seja “Pulp” ou “Quando o Capitão sai para o almoço, os marinheiros tomam conta do navio”.

5 – Absolut.

 

PostScriptum:  O Natal está chegando e eu gostaria de, novamente,l fazer aquele esqueminha de vocês me mandarem algum texto pequeno, mas desta vez tem que ser pequeno. Um texto falando sobre o que vocês querem para o Natal e ano novo! Tem que ter pelo menos três textos… Eu os publicarei aqui no dia 25 deste mês. Mandem para sergiocharro@bol.com.br se não for incomodo!

 

Óculos e Amplexos!

Quem é que quer fazer um curso de dramaturgia?

Por Deus! Quem é que quer fazer um curso de dramaturgia?

Caminhei pelo bairro do Brás, e na Av Celso Garcia tem um casarão que oferece cursos na área teatral. Passando em frente ao local, não titubeei e entrei sacando as palavras armadas: “Quero fazer inscrição para o curso de dramaturgia”. Sorrindo como qualquer pessoa que trabalha com cultura, a velha moça disse que seria possível a inscrição apenas no ano que vem para as turmas de 2013. Eu não planejo tanto assim a minha vida. Mas foda-se. Quem é que quer fazer hoje em dia um curso de dramaturgia.

Saí de lá com passos lentos sem nem ter respondido. Passei amargamente entre os barbudinhos atores que lá havia e nem sorri… Ah! Sorriria pra quem também?

Andei pelo Brás observando como as coisas mudaram desde que eu parei de trabalhar lá. Ta mais civilizado… Criei imagens e tentei fazer algum conto, mas me lembrei na mesma hora da porra do curso de dramaturgia que começaria em 2013!

Foda-se. Quem é que quer fazer um curso de dramaturgia?

Nunca vi ninguém sonhando em ser um dramaturgo!

Pergunte para qualquer criança o que ela quer ser quando crescer. Se alguma responder “Quero ser dramaturgo”, juro que fecho esse blog e paro de escrever qualquer coisa!

Quem é que quer fazer um curso de dramaturgia?

Andei e almocei com uma grande amiga. Saí de lá com meu livrinho do Bukovisk de baixo do braço e peguei o ônibus.

Nessa altura do campeonato eu já poderia matar uma garrafa de vodka sozinho. O dia não estava bom porque não consegui fazer nada do que eu queria! Na maior parte das vezes eu não consigo, e certamente quem lê isso também não! Só conheço gente fodida na vida! Eu sou um fodido!! Mas ainda posso mudar todo meu círculo de amigos!!! Mas pra que? Pra contaminar a todos com a minha “fodedice”? Deixa pra lá!

Agora de noite tentei fazer a colorização de um desenho que fiz ontem! Não deu certo, claro, não poderia ser diferente! A porra da minha tablet não reconheceu os drivers e não funcionou direito, ou seja, além de amigos fodidos, bem fodidos mesmo, também tenho pertences fodidos!!!

Por Deus, me dêem uma garrafa de vodka, vinho, cachaça, qualquer coisa! Me lamento por ainda não ter colhões (cUlhões?) para beber álcool de churrasqueira! Um dia chego lá. Minha dedicação ao alcoolismo anda forte!

Eu nunca deveria ter lido nada do Bukovski! Eu queria ser bukovisk (nome do conto que estou escrevendo), mas não sou! Não tenho o mesmo fígado, não sou tão feio quanto ele e nem tenho o talento dele… Nem se quer sou tão fodido quanto ele. Veja bem. Sou tão fodido, mas tão fodido, que nem pra ser mais fodido eu presto!

Aí sento em meio ao tédio e resolvo atualizar o Dulce (palavra fodidamente errada). Mas quem vai ler esse post em plena sexta? Quem vai ler isso no fim de semana?

Alguém, por favor, pode me chamar pra fazer algo? Mas tem que ser agora!

Eu juro que queria sentar aqui e fazer um texto com palavras diferentes como “sépia”, “Inconstitucional”, “insalubre”… Mas eu sempre uso as mesmas palavras! Não gosto disso… A melhor variação de palavras que posso fazer é trocar o “fodido” por um “arrombado”. Mas eu estou calmo, juro que estou, só não quero parar de escrever, mas acho que mais cedo ou mais tarde vou ter que parar, afinal, não dá pra fazer um post eterno! Já pensou, um texto que não tem fim?

Como seria? Quem continuaria escrevendo depois que eu morresse?

Hoje não está um dia bom. Tenho a sensação que o cigarro vai acabar e eu vou me foder tendo que andar até a padaria 24h. O mundo deveria ser 24h. A gtente também deveria ser 24h, pois não tem mais nada sem graça do que dormir e perder algumas horas da vida sonhando… Sonhar? Que coisa mais estúpida.

Hoje não estou contente! E se minha irmã e meu cunhado não resolverem abrir hoje aquela garrafa de tequila que eles escondem no quarto deles, alguém aqui vai morrer! E eles fazem muito bem em esconder a garrafa! Eles fazem muito bem em esconder a garrafa de mim.

Dança seu fodido! Dança com a bunda quadrada de tanto tempo sentado na merda dessa cadeira!

Eu queria ser panfleteiro! Andar e andar… Mas aí eu ia enjoar, com certeza. Entregar papéis nas casas não estão no ranking profissões mais promissoras (fiquei um tempão pensando nessa palavra sem me lembrar dela, tive que recorrer ao google. O fato é que escrevo tanto que as palavras estão fugindo aos poucos)… Imagina só. Faculdade de Panfletagem! “Venha fazer seu curso de Panfletagem na Uniban” Panfletagem Urbana, Panfletagem rural, Panfletagem voltada ao Marketing e propaganda com Pós Graduação em Ciências da Panfletagem! Ahhhh Eu quero ser um panfleteiro, mas nunca um dramaturgo! Voltei ao dramaturgo, merda!

Eu faria curso de “Lixeirologia quântica”, mas nunca de dramaturgia, e sabe porque, porque o curso só começa em 2013, amigo! DOIS MIL E TREZE, manja?

Ah, eu não sei o que fazer. Noite chata! Eu devia sair pra comemorar a noite chata! Podia ir pra Rua Augusta! Isso sim é uma boa pedida, mas não, ficarei aqui. Doentiamente patético e entediado.

Quer saber?

Foda-se!

Quem é que quer fazer um curso de dramaturgia?

Ósculos e amplexos.

Romantizando a situação.

Eu sempre romantizei tudo!

Marcela era fantástica. Fazia de tudo por mim, mas ela sempre me alertava: “José, não romantize nossa situação…”.

Mas eu romantizava.

Aí, um tempo depois, sempre que eu a chamava para sair, ela negava. Dizia que eu era demasiadamente romântico e que precisava de alguém que quisesse algo sério comigo… Ela nunca quis nada comigo, mas dizia que eu tinha o melhor sexo que ela havia experimentado e me levava às alturas com isso! Ela inflava o meu ego como nenhuma outra já havia feito, só que ela não queria compromisso sério… Só que eu a amava e romantizava tudo, sempre. Depois de uma boa trepada eu virava pra ela ainda deitado e dizia: “Eu te amo muito”. Ela bufava e dormia em seguida sem paciência alguma.

Ela só queria sexo.

Eu só queria um romance.

A mãe dela me adorava. Dizia-se ansiosa pelo dia em que Marcela quisesse algo mais sério comigo! Embalado nisso eu fazia planos! Queria comprar um Labrador pra cuidar da casa e das crianças, e daria a ela um gato Persa para passar o tempo mimando um animalzinho. Mas o único animal que ela queria era um leão na cama, e isso eu sabia muito bem oferecer a ela, mas depois virava um lindo esquilo a romantizar a situação.

Fiquei quatro anos sem vê-la. Ela disse que não queria mais nada, não por me achar ruim, mas porque não queria me machucar. Fiquei nervoso, e depois desses anos eu entendi o que ela queria.

Passei a querer apenas sexo e compreendi o que ela passava com essa situação.

Era a hora perfeita de procurá-la. Teríamos apenas sexo e depois fumaríamos um cigarro sem qualquer tipo de romance… Teria sido perfeito se quando eu a encontrei apenas querendo sexo, ela não tivesse resolvido romantizar sua situação com outro alguém.

FINAL ALTERNATIVO

Passei a querer apenas sexo e compreendi o que ela passava com essa situação.

Era a hora perfeita de procurá-la.

Telefonei e ela aceitou sair comigo depois de tanto tempo. Fizemos sexo a noite toda e, no limite da exaustão, caímos ofegantes na cama.

Quando ela estava para pegar no sono, um tremor me corroeu o corpo. Apenas a ultima tentativa. Só mais uma!

Eu romantizei.

Ela bufou e dormiu em seguida.

***

Esse texto foi baseado numa conversa por MSN com minha amissíssima Kaolla “Aline” Sú! Em um dos trechos da conversa ela disse o seguinte:

“Ultimamente acredito que o romantismo não faz parte do ser humano é algo inventado para chegar ao objetivo que é nada mais, nada menos, que o sexo. E é neste lugar que vemos realmente a essência do ser humano que é bem animalesca, pulsa sensualidade e vontade, acredito que não podemos ser viscerais e românticos ao mesmo tempo. E quando se é romântico deixamos de prestar atenção nas coisas que estão a nossa volta, pois idealizamos algo e deixamos que as coisas aconteçam, não observamos o que cada um tem realmente a nos oferecer, e também me irrita pessoas que prezam por esse romantismo onde em um namoro é necessário ter presentes e flores, achar que o homem não pode dormir depois do sexo, por que se não, ele não te ama e isso não é romântico. Que se foda o romantismo, eu quero a verdadeira essência do humano, sem interferência de uma sociedade onde o homem é um príncipe encantado e virá em uma cavalo te buscar”.

Ósculos e Amplexos!