Mas que vergonha, Charrinho!

Minhas Vergonhas.

Eu sou o tipo de cara que já conseguiu sentir vergonha alheia de sí mesmo várias vezes!

Como assim?
Tem coisas que eu lembro que fiz que não acredito, aí acabo lembrando e tendo vergonha como se não fosse eu. E desde pequeno sou craque nisso! Fiquem atentos. Contarei agora algumas das coisas mais cretinas que eu já fiz, e vejam, tem coisas que são tão vergonhosas que lembro até hoje!! Como por exemplo quando eu tinha…

 6 Anos: Eu tinha uma namoradinha. Juro! E até nos beijávamos na boca. Sou um cara precoce pra algumas coisas boas da vida. Certa vez minha família estava reunida numa tarde de sábado, ou domingo, e como a mãe dessa garota era (e é até hoje) amiga de minha mãe, elas estavam aqui em casa! Tive a manha de desmontar uma pulseira de pedrinhas da minha mãe e coloquei as pedras numa dessas caixinhas de correntinhas de pescoço e, quando estavam todos reunidos na sala (notem que eu fui cretinamente astuto de aguardar todos estarem reunidos), entreguei a caixinha pra menina. Ela abriu e disse, “que lindo!”. Nessa hora eu tentei tascar-lhe um beijo na boca. Ela me empurrou envergonhada e todos riram da minha cara. É o tipo de lembrança que tenho e bato na cabeça pra esquecer logo!

 12 Anos: Me apaixonei por uma menina da rua ao lado. Era loirinha, olhos verdes e… Pelo menos… Uns cinco anos mais velha que eu. Até o dia em que eu estava na calçada aqui de casa com todos meus amigos, que eram mais velhos, e ela passou de mãos dadas com o namorado dela… Ai, como eu chorei! A coisa mais cretina é que eu nem a conhecia! Nunca tinha dito nada pra ela! Mas ainda assim chorei. Até que um dos meus amigos soltou a máxima das máximas… Ele disse o seguinte:
– (Apelido da época ocultado) você é o primeiro cara que é corno sem namorar!

… Pois é… Sem mais.

 12 Anos (ainda… Foi a pior fase da minha vida): Me apaixonei pela minha vizinha, mais velha também (Acho que hoje em dia tento compensar alguma coisa). E um amigo meu foi falar pra ela. Quando eu vi ela atravessando a rua, corri pra dentro de casa. Ela tocou a campainha umas 3 vezes e eu não atendi nem por decreto!

 

15 anos: Eu havia assistido um filme que um menino disse o seguinte argumento:
– Meu pai nunca me deu atenção, eu aprendi a fazer a barba sozinho sem a ajuda dele!

No filme a mãe desatou a chorar… Gravei!! Vai funcionar!!! Eu achei que ia.

Charro briga com o pai e corre para o quarto. Quando a mãe do Charro entra, ele solta a seguinte pérola:

– Meu pai nunca me deu atenção, eu aprendi a fazer a barba sozinho sem a ajuda dele!

Momentos de apreensão! Vai funcionar.

A cara da minha mãe entortou numa inexplicável expressão! Uma mistura de confusão e gargalhada reprimida… Aí pensei: “Putz. Não funcionou”.

 16: O Charro brigou com a mãe e resolveu sair de casa. Fez as malinhas e dona Maria observava com um certo ar de comédia.

Saí com minha malinha e sentei na calçada pensando pra onde ir. Meia hora depois encontrei o local perfeito pra me refugiar!!! Abri o portão e fui pro meu quarto.

 Vinte e poucos: (Ocultarei os nomes para evitar um possível reconhecimento)
Foi o seguinte diálogo num dia no Café Aurora. Wendeléia e eu estávamos sentados lado a lado:

Charro: Wendeléia, acho que o Manuel está afim de você!

Wendeléia: Pára Sérgio (O rosto dela avermelhou).

Charro: É sério! Olha como ele te observa!

Ela então olho sobre meu ombro. Quando olhei para trás, o próprio Manuel estava lá, observando a mim e ouvindo tudo…

 Ainda com Vinte e poucos anos: (Ocultarei os nomes para evitar um possível reconhecimento) Cervejas e mais cervejas depois numa balada chamada Matrix, na Vila Madalena, o Charro já estava bêbado! E a Wendeléia havia começado a namorar com o Manuel… Tendo em vista que Wendeléia é até hoje uma das minhas melhores amigas, tive que precaver Manuel sobre causar a ela um possível sofrimento… Foi assim:

– Olha aqui, Manuel (Quase caindo da cadeira de tão bêbado). Essa menina é dá hora. Nunca machuque ela, se não você vai se ver comigo, porque eu amo ela, entendeu? Cuidado, cara, você é gente boa, mas não te conheço direito! Você ta ligado que ela é virgem, né? Ta ligado, né? Ela é virgem ainda! (Nota que tinha umas sete pessoas da turma ouvindo isso na mesa, mas eu pioraria ainda mais a situação). E olha só, era pra ela perder a virgindade dela comigo! Você sabe, né?! Então cuidado!

Depois disso o silêncio na mesa predominou com todos me olhando, menos Wendeléia que morria de vergonha! E eu achei que tinha abafado com meus argumentos! Só mais tarde, no dia seguinte, eu vi que fui um completo idiota!

  Bom. Acho que já está bom. Não estou agüentando mais lembrar desses fatos, e tem uns bem piores ainda… Mas vou me poupar disso!

 Ósculos e Amplexos!

Cozinhando com o Charro.

Hoje vou variar nos posts!

 Hoje ensinarei vocês a fazer uma gororoba saudável e que sustenta muito! Mas antes disso, contarei a história de como essa gororoba surgiu.

No auge de minha vida como jogador de RPG, eu recebia milhões de pessoas aqui em casa, e como ficávamos madrugada a dentro com a jogatina, a fome batia sempre as 3h da manhã. Certo dia num tinha absolutamente nada pra comer e alimentar a tropa toda, foi aí que eu inventei o que chamo de “Comida dos roedores”. Para quem não sabe, existe um jogo chamado Lobisomem, e existe uma tribo chamada Roedores de Ossos, famosa por misturar lixo na panela e criar uma refeição nutritiva.

Bom, aí invadi a cozinha e arregacei as mangas (mais tarde, isso arregaçaria o estômago de meus amigos). Mas é sério! O treco quase não tem gosto, mas é hiper nutritivo e sustenta que é uma maravilha! Nunca passei a receita do que eu fazia, mas agora compartilharei com vocês, afinal, vai que eu morra! Alguém vai ter que saber fazer esse treco!

 

Ingredientes:

(As medidas variam da quantidade de pessoas. Farei uma receita para dois fudidos esfomeados).

– 4 copos grandes de Água
– 2 Ovos
– Faria de milho (Aquelas que são em flocos)
– Meia cebola
– Azeite
– Sal
– Salsinha
– Tomate
– Dois dentes de alho.

– Pimenta

– Uma jarra de água (deve ficar separada dos 4 copos!)

– 1 copo de suco de laranja ou limão.

Como fazer:

Coloque o azeite numa panela que deve suportar tudo isso que eu falei! Ligue o fogo e observe o azeite esquentar! É importante que haja um certo silêncio e concentração. O menor dos descuidos pode dar origem a um alienígena. Quando o azeite estiver em ponto de bala, coloque carinhosamente a cebola, que deve estar picadinha em miúdos, o alho que deve estar amassado, a salsinha e o tomate picadinho. Deixe fritar. Tipo refogado, sabe? Acho que é refogado. Bom, dane-se!

Quando tudo estiver bem fritinho, faltando pouco pra queimar, jogue com cuidado a água dentro da panela. É necessário que você preste atenção nesta parte, pois se jogar a água fora da panela, pode acontecer de apagar o fogo!

Assim que jogar a água, você deve quebrar os ovos e arremessá-los (sem a casca). É de extrema importância que os ovos sejam postos na mistura enquanto a água ainda estiver fria, pois se ela esquentar, adeus! Você perdeu a receita e vai ficar uma merda! Acredite! É uma receita maluca, mas o preparo requer precisão!

Feito isso, mexa tudo estourando a gema dos ovos. Vai ficar amarelo opaco. Continue mexendo mais um pouquinho!

A água começara a ferver, mas antes disso você poderá notar uma espuma! Efeito do ovo misturado na água que começa a esquentar! Se você se deu bem até aqui, o resto vai ser fácil!

Quanto a água ferver, jogue a pimenta a gosto, o Sal a gosto também. E mexa de forma envolvente e sensual por um minutinho.

Agora vem a parte que vai fazer a mágica acontecer! Para cada dois copos de água que preparar, adicione 1 copo do mesmo tamanho de farinha de milho. Ou seja, como minha receita é para um casal apaixonado sem nada pra comer, vamos colocar apenas dois copinhos de farinha de milho! Se você colocar muito, vai ficar uma bosta! Acredite! Lembre-se: tratando-se da farinha, antes pouco do que muito! Se não você vai fazer um tijolo baiano na panela! E a única forma de consumi-lo vai ser lambendo!

Feito isso, mexa e mexa e mexa. Quando encorpar, é que está pronto! Divida essa coisa em dois pratos. Você deve consumir enquanto quente. Aí é gostoso, mas depois que esfria vira um inferno! Dá pra vedar aquele buraco na telha com o que sobrou e esfriou. Então coma ainda quente! De verdade, sério, é gostoso enquanto quente.

Mas antes que você desfrute da Comida do Roedor, é importante lembrar do jarro de água! Jogue na panela e deixe-a de molho antes que aquilo endureça e faça parte da panela permanentemente!

E lembra do copo de suco de Laranja ou Limão? Então, é pra refrescar a língua a cada garfada, e dependendo da situação, ajuda a meleca descer!

Parece nojento e ruim, mas é ótimo para alimentar os fodidos que forem na sua casa e que passam fome!

Você pode abusar de seus temperos favoritos, pois como essa massa quase não tem gosto, ela pega o sabor de forma espetacular de qualquer tempero!

 

Logo mais posto mais uma receita em COZINHANDO COM O CHARRO.

 

Bom apetite.

 Ósculos e amplexos!

(Essa receita é dedicada a Michelle (Keysha) que acaba de me perguntar se sei cozinhar).

Meu problema com o Álcool – O retorno.

Minha sobriedade anda me matando!

Semana passada fiquei doente e passei mal pra caramba! Daquelas de ficar de cama mesmo! No sábado eu já estava mais recomposto, mas não saí de casa! E assim foi o fim de semana inteiro.

O fato é que os remédios fizeram com que eu ficasse mais de uma semana de moilho, sem nem mesmo poder degustar de uma boa golada de cerveja, minha tão amada cerveja!

Devo admitir que até estou curtindo esse momento sóbrio! Fazia anos que eu não ficava sem minha cerveja de fim de semana! Às vezes até de dia de semana mesmo! E olha que nesse período de retiro, compartilhei noites em que um amigo meu bebia drinks e mais drinks de fanta com Vodka… E eu só na fanta, vez ou outra com uma boa cuia de chimarrão!

 Agora ouço as pessoas dizerem “Você precisava mesmo ficar um tempo sem beber, estava bebendo de mais”.

 Ok. Compreendo que algumas pessoas se preocupam com minha saúde, sem problemas, mas cacetada, as coisas não eram assim! Quem olha até pensa que eu fico o dia todo jogando bilhar, comendo torresmo e bebendo pinga no bar aqui de frente de casa! Vamos com calma!

 Mas de fato eu não sabia o que era passar tantos dias seguidos sóbrio! Ao menos completamente sóbrio! E descobri que ainda consigo dar risadas, paquerar e escrever sem Álcool! Bom, escrever é mais complicado, mas dá!

 Esses fatos citados acima faziam eu pensar bastante sobre como fazer essas coisas sem tomar uma gota, sim, neste quesito até me sinto mesmo um derrotado, não tenho  problemas em confessar. Só que ficar neste estado sã de consciência, trás alguns problemas, alguns efeitos colaterais!

Os problemas que eu tive e achei que estavam por demais atropelados por meu orgulho e vaidade, tomam uma outra perspectiva em minha mente!

Coisas que eu não deveria fazer fiz (esses dias mandei um e-mail para uma garota que não agüenta me ver pintado de ouro, falei sobre passar por cima dos problemas passados e retomar uma possível amizade. Não houve resposta, o que é pior!), coisas que eu deveria fazer e não fiz. Desculpas que eu pedi, e hoje vejo que eu não deveria ter pedido. Verdades, boas verdades que eu deveria falar para alguém e não disse nada.

 Estas coisas tornam a invadir meus pensamentos sobre um novo ângulo, é estranho!

A ultima peripécia que aprontei alcoolizado foi dizer por MSN para uma menina que eu estava apaixonado. Eu sinto vergonha alheia de mim mesmo (se é que é possível) quando penso nisso! (Preciso fazer um post sobre vergonhas que tenho). Ah, claro, vocês devem estar pensando “Normal isso, estava apaixonado e soltou para fora o que estava sentindo, mesmo que por MSN”. Seria normal sim! Seria normal se eu realmente estivesse apaixonado por ela! Seria normal se eu a conhecesse.  

Bêbado faz cada coisa que é difícil de acreditar!

Acorda com cada coisa ao lado que é difícil de aceitar…

Fala coisas que é difícil de entender!

Faz amizades pra depois esquecer… É uma loucura!

 O fato é que estou sóbrio, não sei se é legal, se é ruim! Não sou alcoólatra, longe disso, pois do jeito que escrevo parece que eu ando freqüentando reuniões do AA, mas não é isso. Mas é que chega a ser estranho conseguir dizer certas coisas que eu julgava ser capaz apenas com goles de cerva na cabeça! Mas não. Posso falar abobrinhas a qualquer hora.

 Mas de fato, com cerveja é mais legal! Amanhã é sexta e vou tomar uma cerveja! Não vou exagerar, mas vou tomar! Amanhã quero relaxar (pois estando sóbrio é bem mais difícil esquecer-se das responsabilidades).

Amanhã eu vou beber : ).

 Ah, tem umas meninas aí, três delas, que não se cuidaram quando treparam e acabaram sendo abençoadas com filhos lindos! (Gravidez impensada é a única coisa que se faz errado e ganha recompensa no fim das contas), e elas estão com um blog, tem um link aí do lado. Se chama “Sou mãe, sou mulher”.

Quando eu tiver um filho vou querer que minha garota participe desse blog! É bem legal! E eu, por minha vez, farei um blog chamado “Sou pai, me fudi”.

 Ósculos e Amplexos.

 Postscriptum: Vocês notaram que eu sóbrio escrevo de forma muito mais confusa do que quando estou bêbado?

Você não.

Havia muita porra dentro dela!

De certo que ela saíra com muitos rapazes nos últimos dias e não fazia a menor questão de preservativo. Os anticoncepcionais dariam conta de tudo. Os meninos poderiam ejacular quanto quisessem dentro dela, ela nunca se importaria com um pouco de sêmen a mais.

As trepadas permaneciam diárias; ela era mesmo uma artista! O estrado da cama era o quadro, colchões e lençóis suas telas; os pênis seus pincéis (dos mais variados tamanhos, afinal, todo pintor necessita de diversos tipos de pincéis) e, por fim, o sêmen seria o secante de cobalto. Ela pintava os mais variados quadros nas mais variadas posições e, de vez em quando, nem se quer se importava com o excesso de tinta vermelha que escorria em sua pintura.

Obra acabada. Acendia seu cigarro e jogava todo o material fora. Mandava que lhe lavassem a obra na manhã seguinte para que, de noite, pudesse criar algo novo.

Seu quadros tinham os mais variados nomes: Papai e mamãe no jardim das bromélias; Vitor Hugo e seus gemidos sobre tons de cinza; viagem de meu fingimento orgástico… E por aí ia.

Acontece que um dia ela engravidou!

O filho seria de muitas pessoas. Ele seria listrado em branco, preto, vermelho e amarelo! Um olho seria puxado, o outro esbugalhado. Uma mão de pianista e a outra de anão. Aquilo sim seria sua maior obra! Seria fantástico. No entanto ela não quis terminar aquilo!

Queria mais é que se fodesse a criança que estava por vir. Dizia que colocaria um nome maluco e abandonaria o fedelho na porta de qualquer casa de shows antes que completasse um ano de vida.

Fila de homens para fazer o teste de DNA com o embrião ainda na barriga. Dobravam a esquina do quarteirão do pequeno laboratório localizado na Lapa! Mas todos saiam aliviados. Acabou a fila e o filho era de ninguém.

Será que Deus resolveu abençoá-la com um filho sem a necessidade de uma boa trepada? “Que coisa mais sem graça” pensava ela! “Filho sem orgasmo é como fumar maconha e não dar barato”.

O filho teria que ser de alguém.

Consultou a lista telefônica. Demorou sete meses para que ligasse para todos os homens, mas o filho não era de nenhum deles. De quem seria então? Era estranho.

Sua barriga cresceu mais e mais. Nove, onze, treze meses e nada da criança nascer!

Correu desembestada pelo sanatório e bateu a barriga contra a parede!

– Morre, filho da puta! Sai daí de dentro criança do caralho! (Bom, toda criança é do caralho).

A falta de amor lhe enchia a barriga, mas meses internada fez com que sua barriga murchasse e voltasse ao normal. A criança não nasceu! Não poderia nascer. Não havia nada além de uma imensidão oca que a falta de amor lhe fez inchar a barriga! E daí ela começou a sentir saudades do peso no ventre. Ainda estava curiosa para saber daquela criança que apareceu e desapareceu!

“Já sei” – Exclamou ela!

Ao voltar pra casa, parcialmente curada de sua loucura, pegou sua espátula! “Vem aqui que vou te achar aí dentro, lazarento desgraçado”. Rasgou a barriga e revirou seu intestino! Lá estava ele perdido aonde não deveria estar. Um pequenino óvulo que havia enforcado um espermatozóide e se matado logo depois. Havia ao lado dos corpos um bilhete. Ela abriu o bilhetinho que dizia.

 

“Em você não”.

 

E, assim, ela viveu feliz para sempre.

Aviso.

Devido a possiveis confusões, o post anterior foi removido rs