Um dia de Luana.


Desenho que o Charro fez de mim           X )

Nada do que foi escrito pode demonstrar o que foi sentido por mim durante aquela semana. Meus tornozelos ainda são marcados pelo desespero. De certo que eu não passava de uma adolescente na época, mas posso dizer que, apesar das cicatrizes que ficaram em meu corpo, até hoje ainda tem muitas feridas no meu coração.

Religiosamente eu deixo flores naquele túmulo cinza que guarda algo que um dia foi tão cheio de vida, que me enchia de energia. Hoje fica a saudade. Fica a revolta.

Engraçada essa situação! Alguém que deveria ter estado comigo tanto tempo, ficou tão pouco e fez mais do que deveria ter feito em quatorze anos! Ensinou-me a amar, a ser mulher e ser mãe… Não. Ser mãe, não.

Meu filho está em casa de parentes lá em Paris. Precisa de cuidados especiais. Periodicamente minha mãe viaja para vê-lo. Eu ainda não tenho coragem de fazer isso. Ver um rosto familiar que já não está mais aqui, isso sem falar dos seus problemas! Não tenho essa coragem. Fora que ainda sou nova demais, covarde alguns dizem, e têm razão…

Minha história ainda não está completa, sei que não. Sabe aquela impressão de que tudo foi um engano? Parece que mais cedo ou mais tarde vou acordar e sentir meu pai ao meu lado, me acariciando… Deus, como é complicado chamá-lo de pai! Quantos desenganos! Sinto-me suja às vezes como se fosse a pior pessoa do mundo, mas eu não tive culpa, se quer sabia quem ele era!

Mas vou levando a vida com coragem sem culpar ninguém.

Hoje, aquele que a vida inteira eu chamei de pai, aquele que me criou, já não está mais com minha mãe, pois descobriu tudo, obviamente, quando meu filho nasceu. Minha mãe sofre, mas vai tendo uma boa vida de divorciada… Penso que tenho a quem puxar…

Nessa situação hedionda, acabei vindo morar aqui com o Charro, pois não fazia mais sentido algum viver onde eu vivia antes. O clima já estava pesado e eu não pretendia, mais uma vez, sair cortando meu corpo.

Era justo que ele e eu ainda ficássemos juntos; pode ser que não fosse certo, mas era justo!

Mas quem disse que o mundo é justo?

O pior é que nem adianta esquecer. Não é alguém que se possa apagar.

O arquiteto que levou meu Inferno ao Céu. Que levou meu corpo à cama. Que levou meu amor para a cova.

***

É, essa coisa de postar em Blog realmente é chato. Ficar lembrando coisas… Tô começando a não gostar da sugestão do Charro. Deixa eu ir, ele já está dormindo e, se eu demorar, vou ficar sem meu espaço no colchão!

Próximo post será do Cézar!

PS.: Neste template (Tiraram o meu que era rosinha… ¬¬) para inserir comentários, é ali em cima, antes do post! Deixem comentários! Precisamos saber como estamos nos saindo na ausência do Charro!

Beijinhos!

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2 comentários em “Um dia de Luana.

  1. Esse Charro desenha bem a beça né? e é espertoo, pegou seu melhor ângulo, em Lu? ai, ai,rss…;)

    Quero o rosa de volta….com borboletas e tudo, caraca Lu, quem é q manda aqui? vc não devia ter deixado ele trocar :X

    Aiiiii, seu post tá melancólico, quase chorei! estou sensível demais hj:(
    O q posso dizer? aproveite o colo do Charro, o lugar na cama, isso pode não curar todas as suas dores e saudades, mas q vai te deixar por umas horas em paz, ah! isso, pode apostar q vai!

    ahh e manda um bjo meu pra ele…diz q tô com muitaaa saudade!

    Força Luana!

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