Luiza.

Neste dia 20.01.2011 nasceu minha afilhada chamada Luiza.

Ela é linda, grande e pesada! E vai ser mimada. Deu pra notar.

A Keilla, a mãe, passa bem e tudo foi em ordem.

Jesus. Tenho uma responsabilidade, justo eu!!!

Teve gente que até disse não escolheram bem o padrinho. Chamo isso de frustração! Apenas isso que eu digo.

Meus planos são: Ela vai ter que ser São Paulina. Gostar de Rock e Blues. Ler… Ela tem carinha de artista. Sério mesmo!

Ela ficou quietinha no meu colo.

No dia 20.01.2011 nasceu a primeira pessoa pra qual eu realmente tenho uma responsabilidade…

Não vou estender este post.

Nem tenho palavras ainda.

Fiquei babando no vidro da maternidade. Ao pegar ela no colo, quase babei na testa dela.

Ela é linda.

No dia 20.01.2011 eu fiquei feliz!

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Quem te deu o direito?

Meus ouvidos estão entupidos.

Como você pode vir e roubar minha audição? Quem foi que te deu este direito.

Sacudo a cabeça de um lado para o outro, mas não adianta. Meus ouvidos não voltam ao normal e nem você sai da minha cabeça…  Quem foi que te deu o direito de entrar?

Você entra em meu lar, não fala comigo direito. Troca minhas peças de bronze pelo mais reluzente ouro e deixa apenas o perfume onírico em minha mente, depois diz que não poderá vir. O tempo passou e você não esqueceu… Mas quem te deu o direito de lembrar?

Deixe-me com as musicas que não posso mais ouvir. Nem esse direito você me deu. E foram tantas noites perdidas lembrando-me de seu cheiro que nunca senti. De sua pele que nunca toquei. Das palavras que nunca me disse, apenas escreveu… Quem te deu o direito de riscar?

Não. Não fale mais nada. Não me deixe recados. Não me escreva nada. Dou meia volta no corredor pra sentir mais uma vez o cheiro de mofo que me acompanha… Há um bom motivo pra isso? Ainda não os ouvi. Apenas tenho ligações que você não atende. Nem se quer conheço sua voz… Quem foi que te deu o direito de falar?

Engulo carvões pra acabar com o frio no estômago. Tomo veneno pra matar as borboletas em minha barriga. Só peço, pelo amor de Deus, que me responda: Quem te deu o direito de voar?

Cézar de Campos Pazzini

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Amigos e amigas!

Como vão vocês?

Eu? Muito bem e obrigado por perguntarem.

Agora estou encarando um novo momento na minha vida. Devo dizer, ou melhor, salientar, que as coisas vão melhorar… Só depende de mim. Como eu havia dito em meados do ano passado, este 2011 é de muitas novas… E já começou assim.

Muitas coisas novas aconteceram de uma hora pra outra, foi apenas começar este ano.

Cabe a mim dar estas explicações pelos últimos “posts” que parecem ser meio pra baixo, chatos. Mas são apenas idéias que eu não queria perder, mas a verdade é que tudo está bem.

Afinal de contas, existem portas abertas por aí pra se entrar. Ainda não entrou ninguém, mas é bom o frescor que vem de fora.

Ósculos e Amplexos.

Um novo lugar.

Alguém bateu à porta que estava emperrada. Do outro lado eu gritei: “Não a force, não quero que ela se abra, podemos muito bem conversar assim”… Mas do outro lado estava alguém persistente, de poucas palavras. Uma fresta foi aberta e o frio entrou como um inimigo. Gostei do ar fresco que vinha de fora, com cheiro de algo novo que queria me agarrar; ainda assim, com as duas mãos, lancei-me ao obstáculo de madeira e forcei contra. Não queria que se abrisse… Foi então que parou e eu levei minhas mãos ao meu peito… Fiquei em silêncio esperando que forçassem mais… Por um momento  desejei, inconscientemente, que o ser lá fora fosse um pouco mais tenaz e que vencesse esta batalha contra mim.

Claro que eu não queria que a porta fosse aberta, mas tinha em mim uma curiosidade de ver novamente, do lado de fora, as boas novas que sussurrariam em meus ouvidos. Mas não forçaram mais.

Lentamente levei a mão até à maçaneta e com cuidado para não fazer barulho, desemperrei a porta e dei uma espiada pra ver o que havia lá fora. Novamente o frio me veio me deixando sem fala… Há quanto tempo eu não via o exterior de meu quarto.

Lá estava ainda me esperando. Não forçou mais nada, mas esperou e me sorriu quando me viu olhar. Sem perceber sorri de volta, quase que me arrependi no mesmo instante. Veio outro sorriso mais largo ainda, e logo nos pegamos a gargalhar. Aos risos eu disse:

– Vamos com calma. Ainda não estou pronto pra sair daqui. De tantos anos que se passaram, o sofá está com meu corpo marcado. Não sei se meus olhos se acostumarão com a luz aí do lado de fora. Abrir a porta já foi um ótimo passo, não é?

Sem responder nada, me pegou pelo punho e me puxou ao mesmo tempo em que corria. Corremos juntos dando risadas. Minha mão estava suada com tudo o que outrora escorria de mim. Não houve importância. Parecia secar agora. Então corremos sem saber onde parar, mas sabendo que havia algum lugar novo pra visitar.

Um conto de Fadas.

Certo dia, uma Princesa adentrou no salão principal do castelo, que sustentava brasões e mais brasões de diferentes vitórias, ao longo das paredes, e avistou Shyenkss, o Elfo que guardava as chaves do reino dos sonhos vestindo roupas sujas e rasgadas, portando uma garrafa de Hidromel em sua mão direita.

– O que faz aqui vestido dessa forma decadente e com esta garrafa na mão, caro Shyenkss?

Shyenkss mirou, ou apenas tentou, seu olhar aos olhos da Princesa. A cor violeta de seu olhar demonstrava uma maré formando-se logo abaixo, mas com tamanha tenacidade, o Elfo não deixou que aquilo se tornasse lágrimas, e respondeu:

– Vê-me da forma que eu sou. Mesmo eu, que porto as chaves dos sonhos, tenho meus defeitos e vícios, cara Princesa.

A princesa, então, assumiu um tom de fúria:

– Saia de meu castelo, fada bastarda. Não é digno de pisar em minha terra aquele que não mostra suas vestes como são! Tú tens a alma flácida, fétida e sem gosto. Foges das pessoas trancando-se nestas vestimentas miseráveis, fecha-se do mundo. É uma fada que sofre sozinha. Canalha ridículo. Apenas preocupa-se com os portões que guarda e com suas noites nas florestas junto das ninfas. Assemelha-se aos piores dos Sátiros. Já não é mais tu que vejo em minha frente. Não pise mais em minhas terras; não mais olhe em meus olhos.

Shyenkss, cambaleando pelos efeitos do Hidromel, caminhou para fora do castelo pensando onde poderia viver. Aquela ainda era sua terra, não poderia abandoná-la. No entanto tinha ordens soberanas para que nunca mais pisasse naquele solo que era teu lar. Avistou então uma árvore gigante muito conhecida entre os povos nórdicos. Subiu o mais alto que conseguiu e nunca mais desceu de lá.