2000 visitas.

Vamos. Não precisa dar a mão! Eu estou aqui e pronto!

Fica aqui. Eu vou fazer tudo aquilo o que você gosta de destruir. Destrua! Eu refaço sem problemas. Pise nas minhas costas pra alcançar em cima do armário. Sai derrubando tudo. Eu coloco tudo no lugar novamente! Aí você joga tudo de novo! Assim a gente (você) se diverte bastante!

Tira tudo do lugar. Pode tirar, eu deixo! Ah! Esqueci… Você não precisa de permissão pra nada… É verdade… Melhor assim!

Vai lá. Humilha-me.

Eu gosto de fazer tudo aquilo o que você gosta de destruir.

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Oláááá pessoas!

Sei que eu estava ausente, mas hoje tenho que comemorar. Pela primeira vez alcançamos as 2000 visitas em apenas um mês! E ainda é dia 24.

Vou tentar ser menos ausente à partir da semana que vem! Vou tentar. Mas é que o mar não está pra peixe nestes últimos dias! Minha cabeça está uma bagunça… Mas vamos em frente!

Ósculos e amplexos!

A festa cristã.

E então é Natal.

A gente percebe que o Natal está chegando quando as pessoas fazem corpo mole no trabalho e em plena segunda está todo mundo bem animadinho.

Quando as pessoas ficam mais gentis no metrô e quando o transporte público fica mais vazio devido ao quase encerramento do ano letivo! Podia ser assim o ano todo… Pra que estudar, gente. Fica em casa mesmo vendo CQC ou Chaves.

A verdade é que nunca fui bom de Natal. Um dia fui quando era criança; depois de virar uma criança crescida, passei a detestar. A data me deprime. É como uma pausa no ano pra galera orar, ficar triste, lembrar dos mortos e depois cair na putaria do carnaval!

Ontem, dia 8 de novembro, percebi que o Natal está chegando.

Ontem vi que meu ano acabou. E só recomeça apenas em meados do fim de março.

Um conto de Blues.

Antes de ler, coloque um Blues pra ouvir.

 

A simples poesia da rua.

Você anda, não consegue parar. Caminha pelo asfalto molhado e venera a madrugada vazia da cidade grande. Continua caminhando.

Os deuses dormem, e que se dane.

A tristeza ainda está aqui, ao som do blues. Ao som lancinante de acordes que não fazem sentido. Vontade de gritar. Seu balde está cheio.

Acende o cigarro, aumenta o volume… As ruas se cruzam sem sentido algum. Você ajeita seu chapéu. É hora do Show.

O caminho de volta para casa nunca foi tão longo. Os pensamentos invadem a cabeça como mariposas em busca da luz da lâmpada. Mais uma noite sem dormir… Eu sei.

Caminha… Caminha… Anda sem sentido algum apenas para recuperar o caminho de casa. O pavimento está escorregadio, a cidade está quieta demais. O que podemos fazer?

Entra em casa e vê pessoas jogadas na sala já dormindo e o televisor ainda ligado. Amanhã é dia de trabalho… Você sabe que não vai precisar acordar cedo amanhã. Observa bem. E observando tem a absoluta certeza do que vai fazer.

O quarto está bagunçado. Coloca o velho vinil do Muddy Waters… O lençol está bagunçado, o que facilita bastante. Nada de desdobrar a roupa de cama. Escreve uma carta com rascunhos chorosos e tortos. O lustre deve segurar o peso de sua tristeza.

Blues… Blues… Blues, um ultimo cigarro e uma ultima dose de Uísque…  O mundo parece mais desinteressante. Amanhã é segunda-feira… Mas o Blues o faz esquecer. A gaita. O piano. O baixo e a guitarra… O ritmo da bateria… O mundo pode ser tristemente bonito… O lustre combina com o lençol… O lençol deve agüentar seu peso… O lustre deve agüentar o peso do lençol.

Por Sergio Charro – Escrito ao som de Muddy Waters.