Dolce far Niente.

– Finalmente férias!
– Para de devaneios, estamos atrasados!
– Tá, Tá…
– Pegou o Pedro?
– Quem?
– O Pedro?
– Quê “Pedro”?
– O urso que você me deu no dia das crianças…
– Você deu nome pra uma pelúcia?
– O que tem…? Você quando raspa o cabelo fica com cabeça de ovo e eu nem falo nada… Sabe que eu odeio!
– Mas o meu problema é estético, o seu é mental.

(Cara de raiva).

– Vai logo, pega o Pedro lá pra mim.
– Pega lá, amor… Ainda preciso pegar duas malas pra colocar no carro.
– Não posso ficar subindo escadas com esse barrigão!
– Tá. Eu pego o Pedro (Risos). Vai pegando as malas então.

(Cara de inconformada).

– Calma, to brincando… Vai indo pro carro……… Espera, pegou meu notebook?
– Peguei.
– Ótimo. Vou aproveitar a paz pra escrever!
– Tá. Pensa nisso quando chegar lá. Vai, corre.

(Sobe escada; pega Pedro; vai descendo a escada)

– Amor!!
– Oi.
– A Bolsa estourou.
– Meu Deus!!! Vamos pro hospital!!!!!!!!!!

– Besta. Estou falando da marrom. Sobe lá de novo, pega a verde pra mim.

– Onde eu estava com os pensamentos quando me casei com você?

– Em mim. : )

– Hum… É… Tem razão. : )

Uma lição.

O general e o Monge.

Certo dia, um grosseiro general resolveu que queria aprender sobre o Paraíso e o Inferno, sendo assim, caminhou por alguns dias por uma estrada atrás de qualquer monge que pudesse lhe passar este ensinamento.
Quando finalmente encontrou um monge de ar sereno, interrompeu-o sacando sua espada e apontado para o homem pacífico dizendo:
– Monge, quero que me ensine agora sobre o Paraíso e sobre o Inferno.
Sem perder a postura ou se quer levantar o tom de sua voz, o sábio monge lhe respondeu:
– Nunca ensinaria qualquer coisa a uma pessoa tão estúpida e ignorante como você.
Revoltado, o general levantou sua espada decidido a, ali mesmo, acabar com a vida do monge; quando este rapidamente lhe disse:
– Este é o Inferno.
Envergonhado de sua atitude e reconhecendo seu erro, o general baixou a espada transparecendo o arrependimento de sua atitude violenta, pois o monge já estava lhe passando o ensinamento… Antes que pudesse dizer qualquer coisa, o sábio lhe sorriu e disse:
– Este é o Paraíso.

***

Essa história não é minha…

Sou apenas um filho que à boa casa torna!

 AAMSKF

Top Top.

Dez coisas que me encantam.

10- Desprendimento: Adoro pessoas desprendidas do senso comum. Todo comportamento vem de uma questão cultural, logo, ninguém pode dizer como devemos agir.

09- Ética: Ainda é necessária uma ética. Pode ser desprendido, mas tenha ética.

08- Pessoas apaixonadas: Dou muita risada com pessoas apaixonadas que vêm chorar as pitangas de insegurança.

07- Sorriso:  Uma pessoa com um sorriso bonito pode ter qualquer coisa.

06- Mãos bonitas: Todo mundo tem o dever de ter um par de mãos bonitas e bem cuidadas. Gosto daquilo que não tenho.

05- Apego: Devemos nos apegar àquilo que temos de bom. Pessoas, pensamentos, idéias…

04- Caráter: Quando descobri o significado dessa palavra, passei a ter nojo das pessoas que pensavam como eu em tempos atrás.

03- Ruivas: Ai, ai.

02- Amor: Encanta-me as pessoas que acreditam nisso de verdade e que fazem jus ao amor que tem.

01- Lealdade: Ninguém pede que se seja fiel, mas lealdade é o mínimo que você pode fazer por uma pessoa que gosta de você.

**

Dez coisas que tenho nojo, asco e ódio.

10- Mentira: Nada fácil descobrir que parte do que viveu é uma mentira das grandes. Por isso leia os números 09, 04 e 01 das coisas que gosto.

09- Falsidade: Cabe aqui no numero dez também. Se não gosta de alguém, diga: Não gosto de você.

08- Fingimento: Não finja sentir coisas, querer coisas e ter o que não tem, apenas para sair bem na foto.

07- Ignorância: Me irriiiiiiiiiiiiiiiiiiiitaaaaaa tanto!!!

06- Chatice: Se me chamar pra ir em sua casa, certifique-se que terá um lugar pra eu fumar, não deixe a cerveja faltar. Por favor, não faça comentários sobre o quanto eu fumo, ou sobre o que devo fazer.

05- Orgulho: Detesto gente orgulhosa. Sempre pareço um perdedor por expor tudo o que penso e sinto. A humanidade em geral devia fazer isso.

04- Irresponsabilidade: …

03- Descaso: Não podemos parecer cegos à nada.

02- Duende Verde: Não gosto. Não adianta. Esse vilão não me desce!

01- Amor: Sofrível demais; chato demais; melado demais, compulsivo demais e permanente demais.

Olá, você está On line!

Eu sou do tempo em que o MSN era vazio. Sim. Sou velho.

Lembro-me de muito tempo atrás, meu primo me dizer: “Daqui um tempo, as pessoas farão compras pela internet”.

Eu fui freqüentador assíduo da AOL, e sinceramente, sinto falta daquele provedor. A internet era um lugar mais bem freqüentado. Hoje vejo uma lista cheia de pessoas no meu MSN e penso: “Pô, porque não me ligam?”.

Na minha época não tinha Orkut. Você imagina um mundo sem Orkut?

No meu tempo não era exatamente o MSN. Era o ICQ. E era bem mais legal.

Hoje o prazer de se ter internet foi destruído pela necessidade.

Feliz aquele que teve uma placa de fax modem e ouviu aqueles ruídos que, quando terminavam, os olhos brilhavam. Feliz aquele que ouvia a voz da América On Line dizendo: “Olá, você está on line. Chegou mensagem para você”.

Eu quero meus quinze anos de volta. Quero a conexão discada! (Não exagera Charro).

Quais de vocês sabem o que é levar 40 minutos pra baixar uma única MP3?

Quem aqui já ficou três dias pra baixar um clipe?

Eu já fiquei… E hoje me vejo reclamar da lentidão do Youtube.

Vou fazer uma coluna mais elaborada sobre este assunto num dia mais propício, afinal, hoje não chegou mensagem para mim.

Vamos descansar?

Pois é, minha gente.

Vamos descansar um pouco dessa história que eu mesmo já não agüento mais a Tábata. O que era uma brincadeirinha que comecei acabou virando algo que dá pra fazer um livro… Hoje vou descansar disso.

Agora é certeza, dia 8 está confirmada as férias de 30 dias do Sr. Charro. É provável que eu fique pelo menos uns 15 dias sem postar nada aqui, pois pretendo desaparecer do mundo. Andei conversando com uns aliens por aí, pode ser que eles venham me abduzir durante um tempo, então não se preocupem. Pro mundo aonde eu vou tem bastante vinho e cerveja, assim espero.

Já andei treinando meu sumiço deixando o celular descarregado, uma espécie de laboratório! Mas como tudo na minha vida é sempre de ultima hora, pode ser que eu não suma, pode ser que suma pra sempre. Pode ser que fique num meio termo. Depende das borboletas e do asfalto. Acho que preciso compensar algumas coisas que ficaram pendentes.

Neste sábado vou à bienal. Os caras do NerdCast estarão em um stand, acho que da Record, se não me engano, 15h da tarde. Preciso ver isso.

Pra quem ainda não sabe, dia 11 de set. tem Velhas Virgens no casebre, se eu não tomar chá de sumiço, estarei por lá também.

***

Hoje eu estava notando algumas estatísticas do Dulce (Dulce = Errado….. O certo é Dolce), e tenho algumas coisas pra dizer.

Em primeiro lugar, muitas pessoas acham que só de ler esse blog, me conhecem e sabem da minha vida. Isso não é uma verdade. Meus textos íntimos estão numa caixa de papelão ou em alguma pasta do meu PC. Portanto, não me comparem a personagens, ou acreditem em tudo o que escrevo. Pra falar a verdade, a única coitada que carrega algo de mim por aqui é a Luana. O Shyenkss ia ser eu escarrado, mas como parei de escrever a Chapeuzinho, e não tenho pretensão alguma de voltar, perderam.
Então, sendo assim, não façam comparações chulas. Como disseram no curso, é normal que um escritor coloque um pouco de sua alma no que faz, mas escrever sobre a vida é algo limitado e muito pouco imaginativo. E imaginação sei que tenho, afinal, quem mais quando vai dormir pensa ser o Homem-Aranha ou faz planos pra quando for no programa do Jô?

Outra coisa é que fico abismado com a quantidade de visitas que esse blog tem. Vamos às estatísticas:

Quem entra no blog pelo Google, ultimamente anda buscando pelas seguintes chaves:
– chapeuzinho vermelho
– Dulce far niente
– far-se-a
– permitido cigarro
– Jô soares mais magro
– Lindsay Lohan …………………… (s2*   Nota do Charro).

O dia mais agitado que foi em 9 de junho, teve 192 visitas.

356 artigos / 865 comentários de vocês.

Desde que fiz este blog, 30.296 pessoas, até o momento, vieram xeretar.

Tendo em vista que não há assunto nenhum este blog, é um bom número, mas apesar disso, só tem 2 subscribers. Tem uma caixinha aí do lado que você pode inserir seu e-mail pra poder receber atualizações do blog automaticamente. Coloca lá!

Acho que por hoje é só.
A história da Tábata só termino quando retornar de férias… Quem sabe não faço toda a história nesse tempo.

Um abraço pra vocês e desculpem qualquer coisa, sumiço ou grosserias de ultimamente, mas já digo, ainda vem mais por aí.

Beijos e abraços.

O Advogado nigeriano.

Ps: Para tentar entender a história, comece  por um post mais abaixo chamado “Tábata”.

Toquei a campainha três vezes até que o advogado nigeriano atendeu a porta com os olhos inchados de quem estava dormindo, ele era negro, mas achedito que por uma fração de segundos ficou branco só de me ver, logo disfarçou e sorriu cinicamente e me pediu que entrasse. Sem nem pedir, sentei-me no sofá rasgado.

– Oi – Disse ele ainda com aquele sorriso que me dava vontade de fazer com que ele engolisse os próprios dentes.

– Olá. Vim lhe pagar um dinheiro que Tábata deixou antes de viajar. Ela me pediu pra que viesse te dar essa grana.

– Humm.

Saquei o dinheiro do bolso e assisti ele contar. Logo que terminou, fez cara de estranheza e me olhou. Mas sem dar chance, fui logo dizendo.

– Olha, sei que você e ela eram muito amigos, mas algumas coisas não desentalam da minha garganta. Tenho que dizer.

– Pode dizer, mas só fale baixo, minha esposa e meu filho estão dormindo.

Abaixei a cabeça e o tom de voz para continuar.

– Veja bem. Naquele dia em que saíram. Ela me disse que foram ao shopping, mas alguma coisa martela na minha cabeça que não foi apenas isso. Gostaria que me falasse a verdade, já que ela não vai mais voltar.

Ele exitou, mirou seu olhar na escada e voltou seus olhos à mim.

– Tá certo. Saímos aquele dia.

– Isso eu sei.

– Ficamos.

– Ficaram?

– Ficamos.

– Ficaram como?

– Ficando…

– Ficando?

Ele respirou fundo.

– Ficamos e…

Interrompi-o imediatamente.

– Tá, já imagino.

Senti uma lágrima querendo sair. Vontade de socá-lo. Socar a ela também. Olhei para os lados desnorteado e o fitei novamente.

– Vocês não poderiam fazer isso. Eu estava com ela.

– Eu disse que me vingaria de você quando começaram a namorar.

O meu silêncio foi inevitável. Balancei a cabeça.

Quanto sucesso em se vingar! Eu poderia soltar rojões para o advogado nigeriano, apelido esse que ela deu a ele por sempre serem cúmplices e ele sempre lutar pelas causas dela, mesmo ela não dando nenhum valor.

– Veja bem, caro [….], ambos sabemos o tipo de garota que ela é. Ela é livre feito uma criança na Disney. Não suporta segurança e nem compromissos. É o tipo de garota que faz você amá-la e luta a todo custo até que você se derrame de amores, depois disso vai embora, e quando finalmente começar a esquecê-la, ela aparece uma vez mais para fazer a manutenção de seu sentimento, depois vai embora novamente.

Fiquei quieto. Quieto. Quieto. Quieto. Quieto……………………. Quieto.

– Preciso ir – Eu disse. Ele me levou até a porta, abriu-a e me sorriu mais uma vez. As lágrimas em meus olhos insistiam em sair, mas eu lutava.

– Hei – Ele disse quando eu já saia – Sabe… Quando falar com ela, diga que ainda faltam cento e cinqüenta reais, ok?

Eu ri dolorosamente, abri a carteira e, com o dinheiro destinado à luz elétrica, paguei o restante.

– Obrigado – Ele exclamou e me sorriu mais abertamente, que ódio!

Não consegui conter a curiosidade.

– Porque ela te devia 350 reais?

– Um presente que ela me deu, tive que pagar no dia e ela ficou de me reembolsar.

– Que presente.

–  Fomos há um Motel naquele dia.

Meus lábios foram desgrudando um do outro lentamente como se tivessem velcro. Senti, lentamente, meu queixo encostando-se ao cimento da calçada. Indignação deve ser a palavra certa sobre o que me veio naquele momento.

Motel, motel, motel, motel… Não saia da minha cabeça. Eu o encarava com nojo. Não dele. Dela.

Da escada de dentro da casa, uma voz feminina ecoou:

– Com quem você foi a um motel?

Vi a mulher dele parada, com a face marmorizada em forma de um demônio raivoso esperando a explicação. Meu queixo voltou ao lugar enquanto era a vez do dele desabar.

Era hora dele sofrer minha vingança sem intenção.

Sorri abertamente para ambos.

Virei às costas e, como um bom perdedor, fui para casa para nunca mais vê-lo.

Eu ainda veria a mulher dele em certa ocasião.

Victória.

Eu estava no centro da cidade caminhando sem rumo algum depois de um dia cheio de trabalho. Havia um ar de honestidade naquele fim de tarde da grande São Paulo. Passei em muitas lojas, comprei muitas coisas também, inclusive um anel de arame que um hippie vendia com os olhos vermelhos.

Nada novo.

Nada novo.

Caminhava pensando para quem eu daria aquele circulo torto! Quem colocaria aquilo no dedo?

Já era muito tempo sozinho e sem ninguém para presentear. Claro, eu tinha amigos, mas ainda assim, estava sem ninguém para dar um presente.

Voltei ao metrô, rumo para minha casa, fazer o quê?

Foi quando em umas das baldeações, no empurra-empurra de gente, senti algo entrando em meu bolso de trás e saindo rapidamente, uma menina passou rápido ao meu lado e se infiltrou na multidão, olhando pra mim e sorrindo.

“Vaca” – Pensei. “Acabou de roubar minha carteira!”.

Eu não poderia fazer um escândalo. Não. Definitivamente aquilo estava fora de qualquer cogitação. Parei lamentando e encostei-me a uma das pilastras da estação, ao colocar a mão no bolso, constatei que a carteira estava ainda lá, e havia algo também, algo que não era meu. Arranquei um papel amassado. Era um bilhete que dizia: “Amei teus olhos, pena eu estar com pressa. Este é meu telefone xxxx-xxxx.
Mesmo eu tendo que ir embora sem te dizer nada pessoalmente, me ligue.  
Pode ser que nos vejamos uma vez mais.

Lindo!

Da ‘que pode ainda ser sua’, Victória”.

E assim Tábata foi embora pela primeira vez.