Eu ainda te conheço.

Existe uma parte de mim que ainda vive há 11 anos atrás!

Ando preso em nostalgias que me dizem o que fazer, mas quando chega à hora simplesmente me calo, passo redondo por dentro do túnel. Fico quieto, silencioso e ouço tudo o que deveria ter ouvido antes. Parte de mim ainda descansa há 11 anos.

Vocês não me conheciam. Certamente que não. Mas eu tinha pessoas que não me deixavam fora de nada, dentro de tudo. Onze anos é muito tempo, o tempo é pouco e quase escoa por entre o ralo, o rabo, o cacho louro que cai nos ombros; onze anos que nos deixam tontos. Tonto. Tonto ainda onze anos depois. Paro e penso vendo você na mesa à minha frente: Me sinto velho, me sinto novo. Você aqui e eu pensando o que passou nestes anos em que não nos falamos…. E eu penso o que fiz da minha vida depois de tantos anos longe de ti… Mas é tarde. Tarde é tarde. PONTO. Ponto? Final?

– Não?

– Mas ponto não é ponto?

– Ponto é pronto.

– Pronta?

– Porque não?

– Tenho saudades…

Penso. Penso. Você leu meu pensamento?

– Não… RS… Acontece que te conheço desde criança.

… Agora enquanto você dorme, eu fico imaginando o que aconteceria se a lástima não te tivesse levado pra longe…

Boa noite, cachos fingidos.

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