Meu Deus… Me dá uma pedra!

   Ohé!

   Humor de segunda-feira… Alguns de vocês me conhecem bem pra saber como estou contente, agora, em começar mais uma semana.

   A madrugada de sábado foi regada a muita cerveja e duas garrafas de Whisky (acho que tenho que criar um blog apenas para minhas aventuras com álcool…). Foi foda! E tudo isso, sabe a onde??? Lá na Cidade Tiradentes… Pois é! Foi a primeira vez que fui pra lá! E já cheguei sendo embriagado com álcool e “perfecta” companhia!!! Dormi que nem vi. Droga. Mas está valendo! Pelo visto, sábado que vem terei que me aventurar novamente por lá!!!

    * Deus!!! Me dá uma pedra, mano!!!!
   Hungh!!!! Que ódio me dá… Existe um aviso em todas as escadas rolantes das estações de metrô que diz: “Cada um tem seu ritmo. Deixe a direita livre para a circulação!”. Poooooorra meu! É difícil de entender?
   Estou eu, quase todos os dias, subindo as escadas rolantes da Consolação, atrasado… O fluxo seguindo e quando penso que vai ser rápido, sempre alguém para de andar poucas pessoas a minha frente! E essa pessoa obstrui o caminho, e fica aquele vazio todo a frente dela enquanto, lentamente, a escada vai seguindo seu rumo… Sempre penso: “Meu Deus. Me dá uma pedra, maaaaano!”. Seria uma só! “TUM”. Bem no coco. Ou a criatura patética (adoro essa palavra… Acho que vou começar a ofender as pessoas com ela. “Sua patética!” Rsrs) ia andar pra frente ou ia cair deitada na escada, e eu faria questão de andar por cima dela… Nossa. Isso realmente me dá raiva.

 *Orkut
   Meu Orkut ainda ficará sem nada por uns dias, até que eu termine de escrever tudo o que tenho pra escrever, aí depois penso nele, até porque o Facebook é beeeeeem mais bacana! Mas vou ver esse novo Orkut, pois recebi o convite pra ele, aí vou ver depois como é!

 *Considerações finais.
   Acho que ainda estou meio avariado. Não estou conseguindo escrever direito e o Sol está me irritando. Ainda bem que fecharam as persianas por aqui!. Deve ter sido o Black Label, depois o Red… Sem falar nas pequenas garrafas de Old Eight que também foram para o espaço. Tenho que aproveitar… Ano que vem acaba meus excessos, acabam os cigarros… Será que sou capaz?

   Bom… Tem gente que jura que sim. É o que importa!

    Ósculos e amplexos!

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Mais diálogos noturnos – Final

Enquanto o rapaz na poltrona em frente ao seu computador, jazia com a garrafa de cerveja na mão, de olhos fechados como se não tivesse vida, destino ou obrigações, Cezar, Luana, Princesa Elda e Serena, chegaram ao seu redor. Cezar removeu a garrafa da mão do rapaz, pegou-o no colo e com a ajuda das meninas, o levou para cama. O rapaz, na hora em que foi coberto, abriu os olhos e disse:

– Que foi?

Voz assustada… Sonolenta…

Ninguém disse nada e ele caiu novamente no sono.

Ficaram todos em torno da cama, observando o garoto que dormia sem roncar, sem se mexer.

– Ele está bem? – Questionou Luana.

– Sim – Respondeu Cezar de imediato – Ele apenas bebeu um pouco a mais da conta… Precisa repousar agora… Logo estará bem… Foi um dia agitado, conheço bem ele… Sempre fica assim quando se aproxima o fim do ano, mas é que ele quis fazer as coisas tão diferentes dessa vez, e conseguiu, que está se sentindo perdido, sem rumo e só.

Princesa Elda sorriu carinhosamente.

– Sou grata por ele ter me criado – Disse ela.

– Todos somos! – Responderam Luana, Serena e Cezar em unissono.

E então, quando perceberam, lá estava todos. O menino Luis, o gato Peter, Otto, Willie, Atlas, George, Azhael, Shyenkss Yue, Dalton, e até mesmo o demônio Edgard, e tantos outros que não citarei o nome, pois são muitos, todos criações do rapaz que dormia, velando o sono do criador, como filhos carinhosos…

Estenderam os colchões ao redor da cama e disseram boa noite uns para os outros.

A Princesa Elda e Serena dormiram uma ao lado da outra, abraçadas como irmãs… Uma noite de paz. Um momento de paz ao rapaz que nunca tinha paz consigo mesmo.

A Lua, brilhante lá fora, cheia e completa, sorriu mais uma vez para aqueles que nunca, na vida, desejaram deixar de ser crianças, ma foram forçados a crescer. Ela sorriu, sorriu, e depois também dormiu.

Ósculos e amplexos… Até Segunda… Bom final de semana para todos.

Um breve diálogo noturno.

De Serena para Princesa Elda: Nossa… Ele saiu daqui meio bravo, não?

De Princesa Elda para Serena: É só mais um humano com mania de Grandeza, achando que fadas são delicadas e acabam vendo que estão em papéis invertidos…

De Luana para Serena e Princesa Elda: Não falem assim dele… Vocês mal o conhecem… Só eu passei tanto tempo assim com ele.

De Cezar para Serena, Princesa Elda e Luana: Huahuahuahuahauhauhaahuahuahua.

De Charro para Serena, Princesa Elda, Luana e Cezar: Será que vocês podem calar a boca, deixar minha vida pessoal em paz e irem dormir porque já está tarde, porra!?

 

Todos para Charro: HUAHUAHUAHUAHUAHUHUA Ósculos e amplexos, Charrinho. HUahuhauhauhuahua…

 

¬¬

Layout.

Ohé,

  Eu não aguentei o protesto de uma pessoa só em relação ao Layout do Blog, então tive que mudar, afinal, essa coisa de comemoração ao Natal é uma grande falsidade… Não gosto de Natal. Eu gosto mesmo é de ficar em casa sem fazer nada, isso sim mereceria um Layout, afinal, o nome do blog já diz: “Dulce far niente” (o certo seria DOLCE, mas há um monte de lugares que escrevem DULCE que chego a ficar confuso, de qualquer forma, o nome do Blog já está escrito errado, mas assim é mais bonito!).

  Foram necessárias apenas umas poucas palavras da Elda para que eu decidisse definitivamente mudar novamente a cara do Dulce. Eu sabia que tinha ficado feio, mas ela ter me falado que estava parecendo um site de compras, me fez colocar a mão na consciência… Agora coloquei algo mais diferente, um Sátiro agarrando uma Ninfa ali em cima… Minha cara… Está tudo em ordem.

   Hoje estou sem ânimo para escrever… Nem é falta de imaginação… É ânimo mesmo… Quem sabe mais tarde eu escreva mais por aqui… Até que o desanimo não se vá, até mais!

 Ósculos e Amplexos!

Providência!

  
Acordei ainda tonto, com o dia nublado e abafado, sem ter a mínima noção de como e por onde começar a manhã.

   Passei a mão pela cabeça, espantei para o mais longe possível os meus sonhos depravados e a saudade que às vezes sinto daquilo que me faz tão mal. Um pé de cada vez. Escorri até o banheiro. Mijo primeiro ou antes molho cabelo desordenado para penteá-lo? Resolvi gotejar pela latrina e sentir o alívio da bexiga esvaziando. Suspirei. Agora o dia já havia começado. Abri a torneira do chuveiro e mandei embora a sujeira. Esfreguei o peito oleoso do suor noturno. Lavei tudo na mais humilde esperança de que pudesse lavar também minha alma, não consegui. Um bom salário gasto mês após mês com bebidas e livros. Dívidas se acumulando. O telefone que cortaram. O osso que ainda dói sem ter motivo aparente. O peito que já acostumou com as agulhadas… E nada de economias… Nada de um futuro seguro. Nada de responsabilidade. Na verdade me levaram isso já faz algum tempinho; não muito. Não pouco. Ficaram as cervejas.

  Enrolei a toalha ao corpo, me enxuguei e lancei-me para a saída do banheiro… Não devia ter feito isso.

  Dedo…

  Batente…

  Sangue…

  É sempre o mindinho do pé! Por quê? Xinguei na mesma hora: “Caralho”. Manchei a casa toda de sangue. O vermelho com o cinza nublado do céu… Nem pra combinar. Ninguém pra me socorrer. Eu morria de dor e a culpa era do batente no mindinho. “Diga a meus amigos que os amo”, “Diga que sentirei saudades…”. Ok. Sem exageros.

   Saí mancando e encapei com Band-Aid (merchandising espontâneo. Aguardando crédito em conta), vesti a meia e coloquei o tênis. Saí mancando para um dia que começaria mal… Já havia começado, afinal. Uma puta-duma-vontade de ficar em casa; mas o dedo já havia batido no batente e eu estava fora de casa, nada mais poderia ser feito. Eu mancava pensando em quantos leões mataria dessa vez. Talvez pudesse usar minhas unhas enormes para isso. Eu os arranharia. Garras contra unhas. Furaria seus olhos. Usaria as unhas como navalhas e deceparia os animais como faca quente na manteiga… O dia já havia começado!

   Tentaram pisar no meu pé. Como um ninja desviei, quase xinguei. Controlei-me. Na Sé ninguém é de ninguém! No trabalho também não. Quando se passa o cartão, já tem que desviar das palavras que emergem da boca do chefe em forma de mil perguntas. “Vou providenciar” – Disse eu com os olhos serrados e voz entediada. “Vou providenciar”…

   Sento-me em minha cadeira, tiro o tênis do pé. Dói!

– O que fez aí:

– Bati o dedo no batente da porta logo cedo.

– Hummm. No mínimo você estava bem-louco.

   Respirei fundo. Fui pegar água.

   No dia em que eu beber cerveja as seis horas da manhã de uma terça-feira, eu mesmo me internarei! Conheço pessoas que tomam Vodka com Coca-Cola (merchandising espontâneo. Aguardando crédito em conta) no café da manhã, mas não eu. Eu não. Não cheguei lá ainda, e nem seria nenhuma honra chegar.

   Sento na cadeira novamente e mais uma vez tiro o tênis. “E agora quando meu pé começar a suar? Vai arder pra porra”… Preciso fazer alguma coisa. Algo para que meu dedo sangrado não infeccione, não gangrene, não apodreça e não caia… Preciso fazer alguma coisa por ele antes que perca um membro… Preciso fazer algo… Vou providenciar… Vou providenciar…

   E ainda tem prova hoje… Somente as nove horas… Eita dia!

Direito de fazer merda.

 Relaxante fim de semana… Tudo já começou na (fantástica) madrugada de quinta para sexta! Depois foi puro descanso, reflexão… Muitas coisas pra pensar e lugar nenhum pra chegar.

  Vindo pra cá eu pensei em escrever muitas coisas, mas me fugiu tudo já… Até porque estou aqui no meu serviço sentindo o cheiro de vinho vindo do meu caderno dentro da mochila… Meu caderno meio que tomou um banho de vinho na madrugada de quinta-feira… E eu também.

  Sei lá… Pensei principalmente no meu direito de poder fazer merda… Acho que às vezes me irrito com tudo o que as pessoas pensam de mim e como devo agir em determinada situação! Aí quando eu faço merda, todos ficam chocados. Quem me conhece sabe que eu sou a pessoa mais errada do mundo! Eu aviso no Blog… Quantos posts eu já coloquei aqui que eu não prestava?! Têm vários. Sempre avisei isso. Mas daí, quando faço algo do qual as pessoas não esperam, ficam assustadinhos!

  Em outras vezes eu até tenho razão quando xingo, piso e mostro o pouco orgulho que tenho… Não sou orgulhoso, mas quando pego pra ser, se eu tenho razão, maltrato mesmo… Aí as pessoas dizem: “Não sabia que você era assim” ou “agora sim você está mostrando quem você é de verdade”. Foda-se! Tenho o direito de ter meu orgulho. Tenho o meu direito de achar que o que faço é certo e, acima de tudo, tenho o direito de fazer merda! Todos têm!

  Ontem fomos até a Lotares comemorar o aniversário do Davison, meu grande e inigualável amigo! Caramba. Foi foda! Foi super legal ver pessoas que fazia mais de um ano que eu não topava… Fazia muito tempo que eu não via todo o pessoal junto. Todo mundo bebendo cerveja (que não foi pouca) e rindo demasiadamente. Apareceu gente que eu nem sabia que existia… Apareceu pessoas que eu preferia não ver também, mas foi tudo divertido, desde fazer piada até ficar falando mal da vida alheia! Tudo bem divertido… No fim das contas fui pra casa sem quase não me agüentar de pé… Sem quase não agüentar minha consciência, sem quase agüentar a saudade que não me abandonou… Ou saudade da saudade… Não sei direito.

  Por coincidência, há alguns dias postei uma foto de uma antiga banda aqui no Blog, e todos estavam lá! No meio de uma conversa rápida e incisiva, rolou um “Vamos voltar?”, depois um “beleza!”. E o Velas começa a ensaiar despretensiosamente em janeiro. Vamos ver no que dá.

  Ficaram combinados também os meus planos literários para dezembro. Não sei se comentei aqui, mas estou me reunindo com um pessoalzinho pra montar um livro de contos, como eu sempre quis fazer; mas este será feito de forma inusitada! Darei detalhes quando estiver feito! Este fim de ano está ficando cada vez mais bacana! O pessoal dando aparências de estar se reunindo novamente, os planos dando certo… Deve ser o clima natalino… Só pode.

   Bom início de semana para todos!

   Ósculos e amplexos.

Semanas e semanas de Cultura… Como sou feliz : )

Ohé,

Começou nesse dia 19 a, tão comentada por mim, Balada Literária!

Amanhã eu vou! Você vai?

***

 Pensando em (des)comemorar o Natal, coloquei um Layout bem bacana para o menino Jesus, enquanto isso vou tentar personalizar um… Tentar, pois não tenho um mínimo de habilidade para criar templates.

 Hoje por aqui está um dia completamente sossegado. Sem chefes pra torrar a paciência, um soninho meio interiorano, a vontade (e possibilidade) de escrever sendo vencida pela fadiga…

 E por falar em escrever, este mês está cheio de atrações bacanas pra quem gosta de arte e literatura… Nesse fim de semana temos a Balada Literária, na semana que vem, temnos duas coisas bacanas com eventos bem próximos. A Ressaca Literária, que é uma pequena extensão do evento que começa hoje, e também temos o 2° Vira Cultura! http://www.livrariacultura.com.br/scripts/banners/pag_especiais/2009/vira_cultura/index.asp Evento realizado na Livraria Cultura, aqui do Conjunto Nacional (Av. Paulista, Consolação), que ficará  aberta direto por 35 horas com palestras e diversão! Será que vou?

 Quem quiser ir, me avise!

  Bom fim de semana prolongado pra vocês!

   Ósculos e Amplexos.

Minha escorpiniana.

– Tá bom, eu sei que errei, desculpa! Será que você é capaz de aceitar o meu presente? Dá pra você falar alguma coisa? Será que é pedir muito??? Ah! Pare com isso, vai. Fala comigo? Por favor… Você sabe que eu te amo, não quero que brigue mais comigo… Volta aqui! Volta aqui, menina! Eu tô falando com você! ………….droga…

Luana.

 Caramba, eu sou mesmo uma besta. Como posso esquecer o aniversário das pessoas dessa forma? Luana está brava, muito brava. Fez aniversário no dia 10 de novembro, e eu não mandei nem uma rosa. Agora não tem caixa de chocolates que faça aqueles olhos castanhos mirarem pra mim. Ela não sabe que não foi por mal e acabou ficando triste de verdade…

 Faz um ano que terminei de criar essa menina… Não foi criada a leite com pêra, não é  nojenta, apesar de ser bonita o suficiente pra poder ser, mas demonstra que não é vaidosa, sempre andando feito menino, pra cima e para baixo, magrinha de doer… Quando a fiz e olhei-a pela primeira vez, achei que ela sofria de anorexia… Só depois fui ver que foi excesso de drogas na infância, logo tive que dar um jeito dela se livrar.

 A verdade é que a Luana não deu um pingo de trabalho na criação, tudo o que escrevi sobre ela sempre deslizou do crânio e vazou até a ponta dos dedos – dos dedos para o teclado. Ela já veio sozinha. Tenho pra mim que ela já estava criada… Talvez ela foi quem me criou… Não sei. Ela não deu trabalho nem na escolha do nome!

 A Luana puxou algumas coisas de mim, algumas coisas tristes. Coisas que chamo de defeito, mas ela é muito mais sensata do que eu, pelo menos na minha frente ela é. Amo ela. Dentre meus filhos, é a que mais amo.

  Por esses dias ela anda me rodeando, anda com ciúmes da Serena e da Elda (não a Elda da minha sala, uma outra Elda). Luana não me diz nada, mas sei que está com ciúmes. Ela quer que eu de continuidade, mas já me neguei a fazer isso. Ela já me deu trabalho demais. Ela merecia… Digo… Ela merece… Será que assim ela me perdoa? Mesmo se for uma continuação, assim, bem pequenina?….

  Eu tentei, mas quando estou feliz não consigo escrever a vida dela… A Luana talvez seja o maior símbolo de minha tristeza; ela é meu apoio… Minha Loucura.

    Feliz aniversário atrasado, Luaninha.
   Ósculos e amplexos.

Se ninguém mais uiva, como poderá a Lua sorrir?

Eu já tive uma banda, mas isso faz muito tempo.

Estava olhando umas fotos aqui no meu computador, apaguei algumas, guardei tantas outras… E achei algo do qual não esperava.

 Saudades de meados de 2004… Uma boa história que fica cada vez mais distante, fazendo com que o sorriso da minha Lua fique cada dia mais e mais turvo, fraco e cínico.
   A idade chega mesmo (por mais que ainda ontem alguém ficou meio espantado por saber que tenho mais de 20 anos… Pode?).

    Pelo menos rendeu um Post extra no dia!

 Texto integral:
  O menino, parado, observava o fim do dia correr de mansinho, como quem quer escapulir de uma travessura, para dar lugar à primeira noite de Lua cheia. Ansioso ele estava, pois esperava seu amigo chamado Peter. Peter não era um menino qualquer, nem era menino coisa nenhuma, era gato. Gato que falava e não miava; miava pra fingir que era um animalzinho normal, como qualquer outro.

    Luís, o menino amigo do gato, era o único que podia conversar com o bichano

   O garoto observava, da janela, o dia passar pra noite chegar. No primeiro sinal da Lua, “TIBUM”, um barulho veio da cozinha.

  Luís correu e viu Peter, o gato, pulando da pia e revirando algumas panelas no meio do salto. O menino sorriu e foi dizendo:

 – Peter, meu amigo gato,
Eu vou só por um sapato
Pois quero ir ver lá da rua
Como é que brilha esta Lua!

    O gato, sempre esnobe, lambeu uma das patas, caminhou silenciosamente até a porta e esperou Luís voltar de pé calçado e falar:

 – Agora que já estou pronto
E preparado pra sair,
Eu ficarei ali de pronto
Até a Lua me sorrir

 O gato encarou o menino e foi logo exclamando:

 – A Lua não ri, Lua não canta
Não é pessoa, nem uma planta
Lua é do céu um teco de pedra
Em forma de arco ou de esfera

    O garoto olhou desconfiado, sem entender muito bem o que o felino o havia dito. Somente quando chegaram à calçada e viram o luar, é que Luís pediu explicação:

 – Lua é pedra, é o que me disse,
Mas eu a pego a provocar
Só de olhar estou a pular,
Não é mentira e nem crendice

    O gato sentou e pensou, e pensou, por um minuto. Então, começou:

 Lua é isso se imaginar
Sem o amor, como enxergar?
Imaginar é o poder
Só a criança o pode ter

    Luís não segurou o sorriso, pois havia compreendido o que o amigo quis dizer. Logo a seguir, foi fechando a cara e ficando emburrado enquanto, ao mesmo tempo, esbravejava:

 – Nunca hei de ser o oco adulto
Vazio de amor vira um vulto
Como eu sei que a Lua terei
Criança então é que serei

    Peter encarou o menino e retrucou logo de pronto:

 – Um adulto de bem sempre verá
É raro, eu sei, mas se pode achar
Se é isso o que quer, sempre a Lua irá ver
Vai crescer, mas criança ainda ser

 Luís, entendeu, com a ajuda de seu amigo gato, que a imaginação e a vontade de uma criança podem ajudá-la a realizar feitos incríveis e ainda adoçar a vida de todos ao seu redor. E, pouco depois de pensar nisso, ouviu sua mãe chamando-o para dentro. Então, dirigiu-se ao gato e falou:

 – Caro gato, sempre irei imaginar
Sempre vou brincar de Lua no luar
E estou feliz; pois, mesmo ao crescer,
Uma criança pra sempre eu vou ser

   Muitos anos depois, Luís ainda continuou vendo a Lua sorrir. Sorriu quando ele se casou; sorriu quando ele teve seus filhos; sorriu quando ele foi avô pela primeira vez; também a viu sorrir-lhe com ternura e compaixão quando seu amor partiu. Tudo isso porque ele nunca deixou de alimentar a criança dentro de si, e fez questão de passar isso à frente, aos seus filhos e aos seus netos.

   Ainda naquela noite, quando Luís ainda era criança. O gato ficou parado vendo o amigo entrar na casa depois do chamado da  mãe. Quando o pequeno finalmente o fez, Peter, o gato, olhou para a Lua e indagou:

 -Por que é tão difícil de vê-la aqui sorrir?
Devia como os outros, sobre isso, refletir
Exige tanto de quem só lhe quer bem
Deve-nos carinho e conforto quando vem

    A Lua, tão solícita, respondeu ao gato: 

– Amigo meu, felino, amigo meu!
Pois, quando aqui se cresce, embrutecemos
A criança é quem sabe, digo eu,
Deve-se nutrir quando aqui vivemos.

    O gato, concordou vagarosamente e saiu caminhando pela rua fingindo ser um animal qualquer no meio de tantos. Nessa hora, sem que ele percebesse, a Lua lhe sorriu.

 O gato, o menino e a Lua:I

Peter, meu amigo gato,

Eu vou só por um sapato

Pois quero ir ver lá da rua

Como é que brilha esta Lua!

 

II

Agora que já estou pronto

E preparado pra sair

Eu ficarei ali de pronto

Até a Lua me sorrir

 

III

Lua não ri, a Lua não canta

Não é pessoa,  nem uma planta

Lua é do céu um teco de pedra

Em forma de arco ou de esfera

 

IV

Lua é pedra, é o que me disse,

Mas eu a pego a provocar

Só de olhar estou a pular,

Não é mentira e nem crendice?

 

V

Lua é isso se imaginar

Sem o amor, como enxergar?

Imaginar é o poder

Só a criança o pode ter

VI

Nunca hei de ser o oco adulto

Vazio de amor vira um vulto

Como eu sei que a Lua terei

Criança então é que serei

 

VII

Um adulto de bem sempre verá

É raro, eu sei, mas se pode achar

Se é isso o que quer sempre a Lua irá ver

Vai crescer, mas criança ainda ser

 

VIII

Caro gato, sempre irei imaginar

Sempre vou brincar de Lua no luar

E estou feliz, pois mesmo ao crescer

Uma criança pra sempre eu vou ser

 

IX

Por que é tão difícil de vê-la aqui sorrir?

Devia como os outros sobre isso refletir

Tu exiges tanto de quem só lhe quer bem

Deve-nos carinho e conforto quando vens

 

X

Amigo meu, felino, amigo meu

Pois quando aqui se cresce, embrutecemos

A criança é quem sabe, digo eu,

Deve-se nutrir quando aqui vivemos

***

Ósculos e amplexos.

Eta semana bacana!

Ohé!

 Está chegando!

 A balada Literária está tão perto que me dá arrepios.

 Quando vi a programação, não acreditei na quantidade de escritores que estarão batendo pernas entre a Vila Madalena e Pinheiros. Quem for comparecer não terá do que reclamar!

  Parece que a coisa vai mesmo ser bem badalada, terá alguns escritores internacionais, da Venezuela, parece, para palestrar e discutir sobre Literatura. Terá algumas oficinas também no SESC Pinheiros; uma boa pra quem quer treinar a escrita; eu particularmente, iria pra aprender mais sobre textos, narrativas… Nenhuma oficina pode te ensinar a ter imaginação e passar pro papel. Poucos fazem isso bem.

  Santiago Nazarian estará com João Gilberto Noll na Livraria da Vila no domingo; 11h da manhã. Eu com certeza estarei lá… Já ouvi muito falar do Gilberto Noll, ele sempre me chama atenção nas prateleiras da Livraria Cultura, mas ainda assim nunca adquiri nada do autor.

***
  O natal também está chegando. A esta altura eu já deveria estar me sentindo morto! Mas até que não. Tenho até cogitado um convite de ir passar o ano novo na praia. Faz anos que não pulo sete ondinhas, talvez fosse bom mesmo ir! Ano novo, Sol, caipirinha… Ficar feito um Bife a milanesa na areia… Tô me perguntando como estou sendo capaz de pensar em ir!

 ***
  Ontem na faculdade, as meninas e eu caímos no riso quando falávamos de fantasias eróticas e elas comentaram homens de farda… Marinha, exército, PM, bombeiros… Resolvi então questionar porque ninguém nunca citou os guardinhas da CET! Elas desataram a rir. Mas imaginem aquele cara com a farda marrom e aquelas fitas cruzadas que brilham no escuro!!!

***
Poetas Mortos.

Existe uma espécie de “Orkut para Escritores”.

É bacana e tals… Uma interface bem feia, mas é útil pra conhecer pessoas com o mesmo gosto.
WWW.poetasmortos.com.br

  Se entrar, procure-me por lá.

    Que a semana prossiga na santa paz de Deus…

 Ósculos e amplexos.