O mês de julho está chegando!!!!!!!

   Em poucas palavras, vou dizer como meu signo me influencia…

    Sou extremamente carente, e não nego isso à ninguém, mas também sei muito bem como se agradar uma pessoa, modéstia à parte. Detesto que me ignorem, detesto falta de atenção, mas por outro lado, adoro ficar sozinho no meu canto com meus pensamentos… Gosto de ficar no meu casulo sem falar com ninguém em algumas épocas, o que faz com que pessoas que gostam de mim, acharem que estou evitando-as de alguma forma, mas não é verdade.

   Sou sensível, porque negar? Sou mesmo. Choro por qualquer coisa, e faço isso com orgulho; tenho mesmo orgulho de chorar, demonstrar sentimentos e me matar por qualquer coisa, pois são poucos os que fazem isso hoje em dia. Apaixono-me com a maior facilidade do mundo, mas não queira ter minha raiva, pois será difícil eu passar por cima; impossível de esquecer… Uns tempos atrás estava num bar com uns amigos, aí começaram a falar de pessoas que voltam em discussões de coisas que aconteceram a meses atrás… Sorri envergonhado… Eu sou assim… Nunca esqueço quando bato, e me envergonho na maioria das vezes, mas nunca me esqueço, principalmente, quando apanho. Carrego pra sempre. Não sou descolado, sou mais caseiro… Muito mais minha casa que um motel, apesar desse segundo ser beeeeeeeemmmm interessante pra quebrar a rotina… Gosto de amor, não de sexo… Se gosto de alguém, tem que ser amor… Quero casar, ter filhos… Amo amar e ser amado… Preciso ser o centro das atenções, se não, não tem graça… Cuido de meus amigos como posso e muitas vezes faço até o que não posso…

   Lado negativo de tudo isso:

   Por eu não ser um cara descolado, as pessoas preferem muito mais alguém que as deixe completamente livres, uma pessoa amiga de todos… Com muitos amigos, poucos verdadeiros… Alguém que seja popular, molecão, sorridente… E eu, com orgulho, não tenho nada disso. SOU CHATO PRA CARALHO!

    Meu aniversário está chegando! Peço por favor… Não me venha com essas coisas de parabéns! Dê-me uma garrafa de vinho, me leve pra sair, dançar, beber, mas não me deixem scraps de parabéns… Aceito isso apenas de quem se lembra de meu aniversário sem ajuda de Internet… Te honrarei muito mais se não vier com esse cinismo e hipocrisia!!  Ah! Mais um detalhe… Falo tudo na lata, e às vezes me arrependo por isso!

   Meu nome é Sérgio, nasci no dia 10 de julho, sou câncer, ascendente em virgem… Lua em câncer… Dramático por natureza e, modéstia a parte, SOU ÓTIMA COMPANHIA!

    Não comemoro meu aniversário. Comemoro o mês de julho porque amo o alto inverno… Amo o inverno.

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Pode acontecer comigo… Pode acontecer com você!

      A verdade é que nunca se sabe quando os olhares se cruzam… Não é por nada que escrevo isso, apenas estive pensando e resolvi falar sobre.

      Conhecemos pessoas numa cruzada de olhar, apenas olhamos e sacamos que aquela pessoa vai ser especial, sem nem mesmo conhecê-la. Isso acontece. Depois de um tempo nos vemos largando tudo; casa, namorado, conforto, tudo… Tudo em prol de uma paixão que explode sem mais nem menos… Claro que, às vezes, não é uma boa troca, mas que Deus me perdoe pelo comentário, pois já me arrastei na lama por isso, mas se for ver, vale a pena aproveitar a explosão, a intensidade, não é?

      O fato é que quando isso acontece, não raciocinamos direito, não pensamos, não vemos mais nada… Paixão é foda… Ela subjuga o amor até a hora do arrependimento. Mas o que fazer?

       Se você que lê isso espera uma reposta, tira o cavalo da chuva… Não há respostas pra isso.

      Eu já larguei muitas coisas por paixão, já fui largado por paixão… Pode acontecer comigo e pode acontecer com você. É triste quando se está do lado mais fraco, mas aí agente vê que pode acontecer com todos, porque paixão acontece toda hora, mas, ainda assim, creio que não existe amor errado.

 

   Bom fim de semana apara todos e transem bastante!!!!

A vingança nunca é plena…

   A vingança de nada vale a pena… Fico pensando que nunca é o suficiente quando nos vingamos… Queremos mais, sempre, e no ato da vingança pensamos que está pago o que nos foi dado, mas depois ainda vem um sentimento que não foi o suficiente… Então fica aqui um recado para os vingativos: Não comecem, porque depois que a vingança é iniciada, nunca mais nos daremos por contente… É fato.

 ***

    Daqui alguns dias começarei uma novela via Blog com cinco episódios, a novela se chamará “ Três balas na agulha e uma faixa de blues”.

   Um grupo de pessoas com o passado sujo tentando levar uma vida normal acaba sendo tentado por um mafioso que oferece uma grana preta para que realizem um certo serviço, mas a coisa se complica quando um deles resolve ganhar vantagem em cima de todos.

    “Três balas na agulha e uma faixa de blues” fala sobre crime, amor e redenção. Espero que gostem… Logo, logo estará aqui para vocês verem.

Lugares que você gosta e não pode ir.

  Existem alguns lugares dos quais eu gosto de estar. Lugares que nos sentimos bem, que nos remetem boas coisas.

   Posso dizer que dois destes lugares que mais gosto, hoje me incomoda um pouco, apesar de eu continuar gostando. Um deles eu simplesmente não coloco mais o pé. Vejo-o de longe e admiro sem chegar perto. Nuca mais, até que ele pare de me machucar pelas lembranças que hoje tenho… E de pensar que gostava tanto…

   O outro lugar machuca, mas é mais sutil apesar da dor ser pior, mas ainda assim, frequento-o como quem dá soco em ponta de faca, como um sádico decadente que gosta da dor latente… Confesso que há dias que nem percebo que estou indo até lá. Quando dou por mim, olho para algumas das pessoas e percebo onde estou. Aí vem a dor que me comprime, lembranças que remetem outras que por sua vez remetem outras lembranças… Aí aperta tudo, dá vontade de arrancar a essência da vida por não saber aonde ir… Essas coisas me fazem enlouquecer de tanto pensar… A cabeça ferve e tudo o que consigo me perguntar é “por quê?”. Nada mais, nem resposta tem. Não tem nada. Apenas a tristeza e o asco. Não consideração, respeito e nem carinho.

   Fiz o que tinha que fazer ali com as mesmas perguntas na cabeça, com as mesmas dores no peito e com o mesmo gosto amargo na boca.

   Só depois, ao sair de lá, pude notar que o céu estava ainda ensolarado. Comi alguma coisa e quase que esqueci tudo… Mas eu sei que este inferno vai voltar de uma forma ou de outra, ele sempre dá um jeito, e o pior é que eu gosto de ir até lá… Ou caleja ou eu morro!

O mundo anda mal frequentado.

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   Não. Essa frase não é minha, mas bem que eu gostaria de tê-la feito.

   Ouvi (li) essa frase hoje da Caroline, mas também não é dela, e sim de uma colega chamada Luana. E de fato é verdade.

   Vemos por aí um bocado de gente sem sentido algum caminhando nessa balada que chamamos de “mundo”. Sabe aquela balada onde você está e divertindo na pista, descola alguém pra dançar, dança e dança, aí a pessoa de tanto encher a cara acaba vomitando na sua roupa preferida? É assim como me sinto. O pior é quando alguém que você nem concedeu a dança, vem e vomita tudo. Aí o chão fica melado e, até que você se limpe, é o fim da balada. Ouvir a música já não é mais tão legal e você reza pra partir pra casa o mais rapidamente possível.

   Têm gente cagada por aqui de todos os lados. Cada gente podre…

   Você está no balcão do mundo sentindo o gosto de sua cerveja, aí vem aquele mané, pega seu copo, e devolve vazio… Pô, ao menos enche de novo!

   O fato é que a baladinha já ta perdendo a graça, já está muito mal frequentada! E o pior de tudo, é que ainda tem fulanos que nem pagaram a entrada! São V.I.P. bom… Ao menos é o que pensam.

   Geralmente, por menores que sejam, sempre esqueço frases que me falam, mas essa não, porque fez um sentido danado! Um sentido absurdo… Tipo aquela balada de meninão, você já bêbado, cinco e meia da manhã e ainda não “pegou” ninguém… Ou alguém pegou seu copo… Sei lá… Só sei que realmente o mundo está mal freqüentado, e foi essa, uma das coisas, mais interessantes que ouvi falar.

 

   Já estou de ressaca desse lugar, mas amanhã tem mais balada, e torcemos pra que seja melhor.

 

   Boa noite.

 

(Créditos do Post para Luana que fez a frase e para a Caroline que foi quem me citou).

Nada de poesia.

   Sou um poeta que não sabe escandir, não sabe analisar frases… Sou um poeta que não escreve suas poesias num papel, mas prefere deixá-las na memória, pois é a forma mais fácil de não ser questionado sobre as paixões.

   Sou um poeta desgarrado do espírito e da alma; que vive na carne o que a  vida pede. Vivo para morrer cada um dos dias nos braços daquele que pode pagar mais. Um poeta desprovido de literaturas insanas e sem qualquer conhecimento culto. Vivo apenas com o conhecimento do coração.

   Minha dor é a mais importante. Eu sempre estou certo e sempre sofro injustamente com os fatos desse mundo. Um poeta sem lar, sem poesias. Sofro e faleço na pele daquele que não me tem.

   Mato-me e me espalho, me derramo, choro o choro dos poetas que não são nada, não são ouvidos… Um simples uivo de dor… Só irá me matar aquele que tiver o maior coração

Mais um ano que se passa…

Mais um ano de espera para ser acordado no meio da madrugada para gritar algo juntos… Eu espero mais um ano. Os anos que forem necessários… são PAULO fc.

cara de reto!
cara de reto!

 Existem dias que são cinzas

 Existem noites tão azuis com o claro brilho do luar que me faz pensar em coisas que estão além do que eu posso; mas continuo sonhando, pois ainda estou vivo… Ainda amo… ainda sei que posso agüentar a inversão da claridade e da escuridão.

Feliz aniversário.

 Por: Sérgio Charro. 

   Ergui minha cabeça que estava jogada no balcão. Olhei ao redor. Meu copo de cerveja ainda estava pela metade e eu ainda sem saber direito o que estava fazendo naquele puteiro.

  As meninas de mini saia, bem “mini” mesmo, dançavam e escorregavam pelo cano de ferro exibindo as nádegas para o público que se amontoava em torno do palco. Bando de malucos. Do balcão eu tinha uma vista bem melhor, mas eu não estava me importando muito com aquilo. Os filmes que passavam nas telas espalhadas por toda a casa noturna mostravam o sexo nojento e explícito. A mulher chupando e se lambuzando enquanto o rapaz parecia mais fazer cara de conteúdo do que de excitado; certamente era um filme dirigido por algum macho. Um diretor sem o mínimo tato para o sexo.

  Certa vez assisti uma reportagem que falava sobre filmes pornográficos. Diziam que os filmes dirigidos por mulheres eram bem mais sensíveis do que os dirigidos pelos machos sedentos; resolvi tirar a prova. Fui à locadora e peguei dois. A menina do balcão tentou agir naturalmente e, sinceramente, achei engraçado. Tanto balconistas homens como mulheres que trabalham neste ramo, fingem não se importar, mas devem ficar pensando: “Lá vai ele se masturbar”. E quanto mais filmes você pega de uma vez só, mas eles fazem cara de impressionados, fazendo o possível para marmorizar a face. Não me venham dizer que eles fazem a mesma feição quando você aluga “Branca de Neve” ou “As Aventuras Anais de uma Lolita Maluca”. Não. Não fazem, não.

  Levei para casa e assisti um atrás do outro. Primeiro o filme de macho. Assisti quinze minutos antes de sentir o liquido escorrendo por entre meus dedos. Depois coloquei o filme para moças.

  Constatei que os filmes dirigidos por homens são mais diretos, como se dissessem aos atores: “Você chupa ele, depois ele te chupa; vocês transam e ele goza na sua boca. Consegue fazer isso em vinte minutos?”

  Já os filmes de fêmeas são mais eróticos, existe a paixão, o envolvimento entre os atores. Um envolvimento capaz de fazer você lembrar das três primeiras vezes com a nova namorada. Mas só as três primeiras. Depois disso já não é mais amor, e sim sexo. Um sexo dirigido por homens.

  Eu devia manter em mente que entrei ali apenas por falta de um lugar para beber minha cerveja, era ó isso. Pensava na vida enquanto as meninas se exibiam pelo salão procurando com as pernas nuas onde estava o dinheiro da noite. Pulavam de colo em colo; por alguns, elas até se deixavam ser tocadas. Os que mais iam com a cara, permitiam uma masturbação rápida ali mesmo para que o possível cliente testasse o produto como se compra uma caneta. Se riscar, nesse caso molhar, estava bom; do contrário os homens procurariam outra, a não ser que a bunda fosse excepcional. Aí nem ligavam para mais nada.

  Garota por garota foi saindo do salão acompanhadas de homens que nada tinham pra fazer a não ser espalhar seu sexo por aí. Homens que achavam que sabiam fazer sexo.

  Encostei de novo a cabeça no balcão. Queria ir embora, mas pedi mais uma cerveja. Já estava tonto e sonhava com minha cama, mas era meu aniversário solitário. Eu tinha que comemorar de alguma forma. Devia fazer algo por mim mesmo. Engoli logo a cerveja e pedi uma caipirinha; ela veio aguada, não sei porque, mas veio. Tinha mais gelo do que líquido. As pedras gelavam meus lábios a cada gole, e foi então que eu a vi.

  Morena, magérrima, mas com um corpo bem modelado. Ela dançava e dançava com um jeito de menina, sorria para os homens. Muitos queriam levá-la dali para trepar e quem sabe até quebrá-la ao meio de tão delicada que parecia.

  Fiquei a assistindo rebolar, senti o volume em minha calça, mas logo me acalmei. Eu não estava ali para aquilo, não queria aquilo. Só queria minha cerveja. Mas ela me provocava sem nem ter me notado.

  Preferi me distrair, fui ao banheiro. Fui com intenção de liberar meu gozo no mitório apenas para garantir que eu não levaria ninguém dali para a cama. Tentei um pouco, mas não consegui. Senti-me constrangido com a cena. Um pouco ridículo talvez.

  Voltei para o balcão e pedi mais uma cerveja e, quando olhei para o banco do lado, lá estava ela. A ninfeta que dançava, tão delicada quanto uma rosa linda no inferno. Sim. Ali era o inferno.

  Ela estava ali, ao meu lado, rodeada de marmanjos que passavam a mão em seu corpo. Ela fazia charme. Um tapinha na mão de um, um empurrãozinho em outro. Eu no meu canto quando ela me olhou e disse para os outros:

– Olhem ali um moço comportado.

  Ela se levantou e repousou a pele de seus glúteos no meu colo. Eu sem saber o que fazer.

– Eu prefiro ficar aqui com ele. Ele sim vai conversar sem encostar um dedo em mim.

  Ela me olhou e sorriu enquanto os homens ali amarraram a cara e saíram aos poucos.

– Qual seu nome? – Ela me perguntou.

– Cícero.

– E então, Cícero. Procura algo a mais por aqui ou só vai ficar bebendo uma cervejinha?

  Eu não soube o que responder. Pensava apenas em cachorrinhos mortos para que meu corpo não me delatasse.

– A principio, apenas a cerveja.

  Ela se levantou, ergueu o corpo e se aconchegou em cima do balcão passando as pernas de modo que minha cabeça ficasse entre suas pernas. Sorri sem graça enquanto evitava olhar a calcinha minúscula rodeada pela saia tão curta que mais parecia uma cinta.

– Você me parece tão tímido. Foi isso que me chamou a atenção em você.

  “Vaca mentirosa”, pensei. Eu era o mais arrumado e perfumado dali. Ela devia saber que eu estava com dinheiro.

– Será que você pode me falar o seu signo? – Ela questionou.

– Peixes, e o seu?

– O meu é peixes também! – Ela exclamou com um sorriso que me cativou.

  Desviei o olhar e pedi mais uma cerveja. Mentira. Pedi duas. Ela pegou uma e eu a outra. Perguntou-me se eu era hétero. Eu disse que sim. Ela pareceu surpresa e disse que eu tinha um jeito muito reservado e delicado para parecer ter preferência por mulheres. Eu sorri a ela e disse que educação não era viadice. Era mentira minha. Sempre fui Bi-sexual, mas ela não precisava saber disso.

  Conversamos por muito tempo. Falamos sobre a chuva que caia lá fora, falamos mais sobre o zodíaco. Aprendi que a maioria das mulheres, putas ou não, se interessam por este assunto, levam a sério como se aquilo pudesse dizer muito sobre uma pessoa. Eu não acreditava em nada daquilo, mas por ter um pai ocultista, sabia falar sobre esses assuntos. Fingi acreditar enquanto ela fingia estar se interessando.

  Tempo depois, quando voltei àquele bordel, descobri que talvez ela tivesse sido sincera. Talvez, pois o dono do estabelecimento me disse que ela trabalhou ali apenas uma noite e depois desapareceu. Foi bem a noite que eu estava lá. Orgulhei-me, mas me senti vazio por não poder mais vê-la, conversar e…

  Conversamos muito mais entre um copo e outro. As latas de cerveja preenchiam o balcão enquanto o lugar esvaziava. Na hora de ir embora, notei que estava pagando mais. Nem havia percebido que eu estava levando ela para terminar a noite no meio de uma gozada.

  Descemos alguns corredores que havia dentro do estabelecimento. Chegamos em um lugar decrépito e um homem me entregou uma camisinha, um sabonete de motel e uma toalha.

– Qual seu nome? – Perguntei quando estávamos frente à porta do quarto.

– Carioca. As pessoas me chamam de carioca. – Ela abriu a porta. – Quer tomar um banho antes?

  Eu acenei que sim.

  Ela me levou ao chuveiro e tirou minha roupa, se despiu em seguida e adentrou na água morna junto comigo. Nosso corpo roçou e ela me beijou.

  Beijo? Eu achava que elas não davam beijo nos clientes. Mas ela me beijou de tal forma que não pude sentir nojo. Gostei.

  Fomos para a cama que ainda estava bagunçada pelo casal anterior. Aquilo sim me deu nojo, mas quando olhei novamente para aquele corpo esguio, modelado, delicado; tudo o que quis era entrar pelo meio de suas pernas e rachá-la ao meio com força. Queria testar a delicadeza dela. Ela me pediu para que fosse de vagar no começo. Senti-me com uma virgem, mas cumpri o pedido.

  Carioca. Não tinha sotaque algum, mas era assim que a chamavam. Carioca. Eu sussurrava: “Carioca”. Para ela inúmeras vezes enquanto entrava e saia de dentro dela.

  Meu suor com o dela. A nojeira daquele quarto com a gente. Eu gozaria de tal forma que os espermas derramados ali por outros homens aplaudiriam a saída dos meus. Ovacionariam cada gota lançada por mim dentro do preservativo. Teria sido assim se depois de meia hora a porta não sofresse as batidas grosseiras do lado de fora com a frase de uma voz grossa e impaciente: “Acabou o tempo”.

  Ela me olhou. Perguntou se eu havia gozado e lamentou com a minha negativa. Ela ficou séria. Eu em cima dela, ela com suas mãos no meu rosto e um olhar fixo dentro de meus olhos. Senti-me amado por um breve momento até lembrar novamente que ela era uma puta e estava fazendo seu serviço. Caçando clientes fixos para as próximas noites.

  Tive vontade de levá-la embora dali. Levá-la comigo e tratá-la como a rainha da minha cama e de meu tesão. Vontade de não parar mais de trepar, entrar e sair daquele corpo de pele lisa e morena. Vontade de enxugar seu corpo úmido com a boca. Sugá-la para dentro de mim e nunca mais permitir que saísse. Fazer de minha cama seu cárcere privado. Fazer dela minha escrava para o prazer.

  Saímos do quarto. Ela fez questão de me levar até a saída do puteiro.

 Quando saí caminhando debaixo da chuva e do céu que já estava claro, olhei para trás, do outro lado da rua ela me olhava, olhava e olhava até eu desaparecer dela e ela de mim na esquina em que dobrei.

  Nunca mais veria aqueles olhos e aquela cintura, aquela bunda, os pés e o rosto. Nunca mais, por mais que estivesse decidido a voltar. Eu não poderia desposá-la. Fazer a mais linda história do homem que amou a puta e a tirou das ruas daquela São Paulo triste e implacável.

  Parei no primeiro muro escondido para remover a camisinha que eu nem se quer tinha lembrado de tirar de tantos devaneios que tive enquanto ainda estava no quarto. Enfiei a mão por dentro da calça e puxei a borracha já seca. Olhei para aquele saco vazio. Estava vermelho. Vermelho de sangue já seco. Um sangue ralo.

  Passei a mão pelo meu cabelo bagunçado.

  Fui para casa pensando seguidamente: “Era apenas menstruação,. Feliz aniversário”.

*****

Está aí um conto que escrevi e nunca ninguém entendeu o final… Tem palpite? Deixa um comentário.

Autismo.

Eu, eu mesmo e meu ego do outro lado da mesa.

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   Passo caminhando indo em direção ao bar (local de diversão dessa nossa vidinha) encontrar pessoas que são agradáveis.

   Chego, sento-me à mesa e todos estão lá. Bebemos, damos risadas, e de tanta diversão, paro e penso: “Isso é sério? Será que estas pessoas não são fruto da minha imaginação?”. Aí caio em estado de decadência, pensando que as outras pessoas no bar veem um cara sozinho rindo e se divertindo com algumas garrafas vazias na mesa. Mas eles estão lá! Juro que estão!! Juro que tenho uma vida, pessoas importantes, diversão para qualquer hora. Amigos que vem e amigos que vão… Mas será que são reais? Será que não sou louco? Esquizofrênico talvez? Quem sabe? Só sei que me divirto. E se a vida é uma loucura, quero pirar mais e mais vezes, cada vez mais… Viva ao vício da loucura!

 

   Isso já aconteceu com você?

Stephenie Meyer X Anne Rice

   A moda da vez é Vampiro.

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   Mais uma vez os demônios sanguessugas vêm com tudo para dentro da imaginação do povo, aterrorizando, apaixonando e, acima de tudo, rendendo milhares e milhares de dólares para a novata Stephenie Meyer.

   A série de livros que seqüenciam “Crepúsculo” arrecadou uma boa verba para a moça e para Hollywood, que produz qualquer; qualquer coisa mesmo que atraia a atenção no público, e como sempre foi moda fazer péssimas adaptações de livros, não poderia ser diferente com os “Vampiros vegetarianos”.

   Assisti ao filme e foi o suficiente. É bom para assistir com a namorada, ficar romântico, para ver atores e atrizes que são uns “colírios”… É bom o filme, mas não é o tipo de coisa que nos mantém com o compromisso. Fora que o clichê da relação Vampiro X Lobisomem, que saiu do Word of Darkness, já está mais que passado com o longa “Anjos da Noite”, cujo único crédito é não ser adaptação, mas que é ruim. Crepúsculo é melhor.

    Perdi 50% da vontade de ler os livros depois que assisti, quando pessoas que leram me deram detalhes, se foram os outros cinqüenta. Já sei das histórias de cor e salteado. É muito teen pro meu gosto, sei lá. Não curto. Ainda falta um pouco de Drácula de Bran Stoker nos novos leitores de crônicas sobre Vampiros, um pouco de Anne Rice, que em minha opinião, é única (apesar de ter se tornado religiosa nos dias de hoje).

   Quem leu qualquer livro das “Crônicas Vampirescas” da autora, sabe do que falo. O ar romanticamente demoníaco nas páginas das histórias da senhorita Rice, nos remete até arrepios, vontade e medo de ser um vampiro. A beleza exterior e o horror interior destas criaturas… Quem aqui já não assistiu “Entrevista com o Vampiro”? Não a filme que se iguale a este, e olha que ainda assim a adaptação ficou bem longe do que o livro é.

   Sou chato. Como um fã de longa data da cultura Vampiresca e do Horror Gótico, não gosto quando essas coisas explodem, ainda mais quando distorcem tudo… É como pegar um Da Vinci e copiar com traços do Picasso… Não dá certo. Falta pra estes jovens lerem coisas como “O vampiro Lestat”, “Drácula de Bran Stoker”, assistir filmes como “A sombra do Vampiro” e até mesmo “Garotos perdidos”… Desculpem-me, mas sou chato, detesto modismos… Droga… Eu mesmo me sinto mal com isso, mas o que posso fazer?