Confusão.

 Sinto-me o vago parágrafo no inicio de uma história. O vago que participa mas ninguém nota. O vago num desespero que ninguém dá nota. Um simples espaço idiota
 Sinto-me o quarto signo do zodíaco. Um impreciso e insuficiente “dramista” que não sabe escolher suas palavras. Não sabe mais derramar suas lágrimas. Aquele que se tranca no escuro e se entristece longe de todos. Um simples canceriano.
 Sinto-me como um tempo mormaço. Incomoda com o calor que tantos gostam. Um simples tempo abafado.
 Sou tudo aquilo que não gostaria de ser. O cheiro de uma rosa azeda. O espelho distorcido. A imagem de um desenho mal feito. Feliz por estar triste com o deslumbre.
 Indeciso. Confuso. Perdido.
 Sou o tudo que não é nada. De tão descansado pareço cansado… Não aguento mais descansar.
 Um falante sem ouvintes.
 Um coração desesperado.
 Será que nesse mundo existe alguém sem fazer nada? Alguém com quinze minutos para que eu possa falar da minha vida, encostar a cabeça e chorar um pouco?
 Um parágrafo canceriando sorrindo é bem mais interessante… Eu sei e concordo.

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