Sexta-feira 13.

 Eu gosto da sexta-feira 13. Não sou supersticioso,  então gosto do clima das pessoas que o são; o modo como ficam meio cabreiras…

 Acho que qualquer dia destes escreverei um conto de terror e azar.

  Enquanto isso fico aqui pensando por essa manhã em tudo o que foi mutável. Tudo o que desapareceu com o tempo. Mas ao contrário do meu terrível, idiota, exagerado, insuportável, ridículo, cretino e, por fim, imbecil drama canceriano, hoje falo mais com saudade e beleza.

 É engraçado dizer que a alguns anos atrás era muito fácil fazer uma festa e se divertir de verdade. Já passou anos.

 Um tempo atrás, tudo era meio verde. Meio mágico talvez. A gente conseguia resolver as coisas com um pouco de conversa e vinha depois aquela “rasgação” de seda desgraçada… Era meio idiota, mas hoje faz todo sentido do mundo.

 Lembro-me do tempo perdido em balcões.

 Lembro-me do tempo em que gastei sentado em praças. Tempo perdido bebendo vinho em dia de semana… Lembro-me da bebida como comemoração, e não como calmante.

 O que vejo ao meu redor é que tudo muda; o mudo muda e até mesmo as pessoas cuja nunca acreditei que seriam capazes de mudar, mudaram. Só eu não mudo.

 

 Hoje chegando ao trabalho, fui forçado a olhar para os lados… E percebi que nem mesmo esse local, cuja porcentagem ainda é tão pequena em minha vida, já não é mais o mesmo faz tempo… Faz tempo.

 

 Ah. Dane-se.

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